A nossa eterna dependência dos apoios do Estado

Como é óbvio eu compreendo a situação em que os agricultores da zona oeste se encontram, depois das intempéries da semana passada, nas quais muitos perderam o trabalho de muitos anos, mas não percebo as suas críticas ao Governo.

De acordo com as notícias dos últimos dias, os prejuízos já foram avaliados em cerca de 15 milhões, tendo o Governo já anunciado que “serão activados de imediato os instrumentos financeiros à disposição da tutela e que vão permitir um apoio até ao montante de 50 por cento a fundo perdido.

Ou seja, se percebi bem as notícias, o Governo irá apoiar os agricultores, dando-lhes a fundo perdido 50% dos montantes que eles necessitam para recuperar as estufas e outras coisas.

É esta medida que não é suficiente para os agricultores? Se infelizmente, existir uma inundação no escritório de uma determinada empresa, e o seguro não pagar, o Estado não dá aos patrões qualquer apoio por esta perda. Por isso, perdoem-me os agricultores do Oeste, mas a mim parece-me uma medida mais do que justa por parte do Governo.

Já agora, não era suposto estes senhores agricultores terem seguros para intempéries, ou (como também não me espantaria) os seguros para a actividade agricola não cobrem intempéries?