Blogs and the new Internet

If you have been paying attention to the Internet, in the last months, you should have notice that a lot of stuffs are changing on Internet. Some call it web 2.0, others prefer Social Web, and others already talk about Web 2.5 or Web 3.0. More recently some prefer to say “chmod 777 web“.

I think the name it’s not important. The important is that the Internet as we know it is changing at a high speed. The web is changing to a place where most of the contents are produced by common people. Internet is changing to a more social one, where new social movements create new social relations and where applications are each time more web-based and user-centric. Internet is definitely changing and I think blogs are playing a key role on this process. If blogs wouldn’t exist or if they weren’t so popular, what would happen to services like del.icio.us, Flickr, Digg, Netvibes or other stuffs like Ruby on rails or AJAX, would they exist? And if so, would they be a success, like today?

What do you think, please give me your opinion. What role do you think blogs are playing on this new Internet?

SHiFT – Setembro 2006, Lisboa

Tal como vos referi em Fevereiro, durante a LIFT06, eu, o Pedro e André estávamos a ponderar organizar uma conferência internacional sobre novas tecnologias no Outono, em Lisboa.

No nosso entender, era importante criar um evento em Portugal no qual se debatesse as importantes mudanças que se estão a verificar na área das novas tecnologias e o peso cada vez maior que as tecnologias tem nas nossas vidas, com os consequentes impactos positivos e negativos na sociedade actual.

Pois bem, após alguma reflexão, nós os 3 com outros amigos decidimos mesmo avançar com a organização de uma conferência internacional em Lisboa, a “SHiFT – Social and Human Ideas For Tecnology”. Continue reading

Netvibes – versão anise

Já aqui falei algumas vezes do Netvibes  (http://blog.lisbonlab.com/2005/11/10/netvibes-instead-of-livecom/, http://blog.lisbonlab.com/2005/12/29/my-2005-web-appsservices/), uma das minhas aplicações web 2.0 preferidas. Para quem ainda não conhece esta aplicação francesa, o Netvibes é uma homepage personalizável de acordo com as preferências de cada utilizador, na qual pode efectuar as suas pesquisas num dos 4 motores de busca disponíveis (Google, Yahoo, IceRocket, Wikipedia), conhecer a previsão meteorológica para a sua cidade (graças à ligação com o Weather.com), aceder às suas contas do Gmail, Yahoo mail, ou a contas de email via Pop3 ou mesmo IMAP4, criar webnotes, To Do lists, guardar bookmarks, aceder aos seus bookmarks no del.icio.us ou no BlogMarks ou por exemplo ler os seus feeds entre outras funcionalidades.
 
Pois bem, na passada 6.ª feira foi lançada a versão anise, que acrescenta um conjunto de novas funcionalidades ao Netvibes , com principal destaque para a possibilidade de o utilizador poder criar múltiplas páginas com “tabs”, permitindo, por exemplo que um utilizador possa ter uma página, ou melhor dizendo, uma sub-página, com as suas contas de email, uma com os feeds dos meios de comunicação social, outra com os feeds dos blogs mais importantes e a sub-página principal com o módulo de pesquisa, previsão meteorológica e outras coisas importantes. Interessante é que cada tab passa a disponibilizar o n.º de itens por ler. Sem dúvida que estamos perante uma aplicação de grande utilidade, com um grande potencial, e no meu caso particular, com um forte impacto positivo na minha produtividade.

 
Não querendo ser repetitivo, esta é uma aplicação que eu recomendo vivamente.
 
P.S.: É importante referir que eu não tenho qualquer relação formal com a empresa Netvibes, apenas me limito a ser um verdadeiro apreciador desta aplicação.

Actualizado às 19h09m de dia 10.04.2006: Pela 1.ª vez estou a experimentar as funcionalidade do módulo de feeds rss, que permite ouvir na própria página os podcasts. Muito interessante, simples, prático, rápido e bastante funcional. Não haja dúvida que o Netvibes está a colocar a fasquia a um nível muito alto.

O valor do tempo

Como podem facilmente comprovar, o meu último post tem mais de uma semana. Porém esta minha ausência, em nada está relacionada com a falta de vontade em manter actualizado este espaço ou com a falta de assuntos sobre os quais escrever, mas apenas com falta de tempo.

Não haja dúvida, que cada vez mais, o tempo é um dos nossos bens mais preciosos, por vezes insuficiente para tudo aquilo que temos em mãos, pelo que acabamos por ter que fazer algumas escolhas.

Nos últimos tempos, a avaria do "meu" portatil Fujitsu-Siemens (o disco deixou de funcionar), temporariamente substituido por um Tablet PC Compaq, com 3 ou 4 anos  por falta de outro equipamento de substituição, e os problemas de largura de banda no meu trabalho, contribuiram fortemente para a diminuição da minha produtividade e para a falta de tempo para escrever neste espaço. Espero que tudo volte ao normal, muito em breve.tempoFujitsu-SiemensTablet-PC Compaq

Parabéns à Apple

AppleSegundo o Atrium, do Luís Santos e a Wikipédia, a Apple comemora hoje, dia 1 de Abril, o seu 30.º aniversário, por coincidência no mesmo no fim de semana, em que estou a explorar as potencialidades de um Mac Mini.

Infelizmente, nunca antes tinha passado tanto tempo a desfrutar da simplicidade, estabilidade e desempenho de um Apple, mais precisamente um Mac Min com o Mac OS X, versão 10.3.9.

Até ao momento, estou a gostar bastante da experiência, o que reforça a minha vontade de a minha próxima máquina pessoal ser um Mac, seja num futuro mais próximo, ou mais longínquo, seja um MacBookPro (ainda muito caros e instáveis), seja apenas um PowerBook.

Muitos Parabéns à Apple venham mais 30 com outros tantos produtos igualmente bons.AppleAtriumMacMac MiniPowerBookMacBookPro

Reboot8

De acordo com informação oficial da organização, disponível na wiki do evento, a Reboot deste ano vai realizar-se, em Copenhada, nos dias 1 e 2 de Junho, respectivamente 5ª e 6ª feira.

O tema deste ano é bastante apelativo, “Renascença?”, algo que o Thomas Madsen-Mygdal, organizador do evento, já tinha de alguma forma aflorado na LIFT, em Genebra. Na minha interpretação, “Renascença?”, na perspectiva de que será que estamos no início um novo período de redescoberta e revitalização. Nas palavras do Thomas…

The theme for reboot8 is "renaissance?" – as in renaissance-question-mark. As in renaissance = rediscovery and revitalization. Question mark because it’s a big word and a question to explore whether it’s real, but renaissance because it seems as a healthier and more challenging perspective than the current bubble easy-reality buzzwords currently flowing around. So reboot8 is like reboot7 a journey into the interconnectedness of creation, participation, values, openness, decentralization, collaboration, complexity, technology, p2p, humanities, connectedness and many more areas. Applied towards us as individuals, citizens, teachers, culture workers, entrepreneurs, creators and change makers.
It feels like we more should think a lot about the emerging new models and how we can help shape them, instead of focusing on how the new models are superior to the current models.

Depois de no ano passado, apenas ter ouvido falar da Reboot, no fim, da excelente experiência da LIFT, do tema desafiante proposto pelo Thomas, vou fazer todos os possíveis por poder estar presente e aproveitar para conhecer a cidade de Copenhaga. Alguém interessado em acompanhar-me?

Mais informações em:
http://reboot.dk/

Thomas Madsen-MygdalReboot8LIFT

Mini-inquérito sobre a Sociedade de Informação

Na semana anterior à ida para a LIFT, fui contactado pela jornalista Nídia Silva da revista Media XXI, solicitando-me que respondesse a um mini-inquérito sobre a temática da Sociedade de Informação, a ser publicado no número do mês de Fevereiro

Eis as minhas respostas ao mini-inquérito, que poderá encontrar no número de Fevereiro da revista Media XXI:

1) Quais os principais entraves actuais à prossecução de uma verdadeira Sociedade da Informação em Portugal?
No meu entender, existem vários entraves para a prossecução de uma verdadeira Sociedade da Informação em Portugal. A Sociedade da Informação é um conceito que se usa amiúde, mas que julgo que ainda ninguém explicou correctamente aos portugueses, em geral, e aos empresários, em particular, do que se trata. A Sociedade da Informação não consiste apenas na massificação da utilização da Internet, quer se trate de banda estreita ou banda larga.

Na minha perspectiva um dos principais entraves à Sociedade de Informação em Portugal, é o grau de iliteracia dos portugueses, tanto a iliteracia tradicional, como a iliteracia informática. De acordo com dados de 2004, apenas 41 % dos agregados familiares possuem um computador e apenas 26% têm acesso à Internet, o que se traduz no facto de apenas 43% da população portuguesa seja utilizadora da Internet.

A qualidade do ensino em Portugal, sobretudo do Ensino Secundário, por norma caracterizado por ser pouco exigente, que não premeia os bons alunos, associado ao acesso ao Ensino Superior baseado num sistema de “Numerus Clausus”, no meu entender totalmente ultrapassado, e um modelo de financiamento das Universidades totalmente desajustado da realidade é igualmente um entrave à Sociedade de Informação.

No contexto empresarial, a utilização das novas tecnologias está longe de ser uma realidade efectiva. Segundo os dados do Inquérito à Utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Empresas de 2004, apenas 50% das empresas com actividade económica tinham acesso à Internet através de Banda Larga. No entanto, mais grave é que de acordo com o mesmo estudo, apenas 30% das empresas portuguesas marcavam presença na Internet.

Do mesmo modo, são raras as empresas portuguesas que investem verdadeiramente em Investigação e Desenvolvimento (I&D ou R&D), de forma a poderem aumentarem a sua competitividade internacional, através da melhoria da qualidade dos seus produtos ou através da introdução de produtos/serviços inovadores no mercado.

Também as relações/parcerias entre as empresas e as Universidades, onde nos últimos anos temos assistido ao aparecimento de excelentes centros de competências, como nos casos do Instituto Superior Técnico, da Universidade Nova de Lisboa ou da Universidade de Aveiro entre outras, têm sido uma excepção.

Por último, um dos maiores entraves à existência de uma verdadeira Sociedade de Informação em Portugal é a complexidade burocrática e morosa da Administração Pública, que necessita de reformas urgentes.

2) Que papel deve desempenhar o poder político, central e local, de forma a promover condições para que os portugueses possam tirar partido das tecnologias de informação e comunicação?
Na minha perspectiva, o poder político, seja ele central ou local, tem um papel crucial a desempenhar de forma a combater a info-exclusão.

Antes de mais, o poder político deve desenvolver iniciativas que facilitem o acesso às tecnologias de informação e comunicação, como sejam, a existência de acesso à Internet em Banda Larga, em quase todo o país, os benefícios fiscais para a compra de computadores ou apoiar projectos de produção de conteúdos portugueses.

Por outro lado, o poder político deverá também levar a cabo projectos que ensinem crianças e adultos a tirar o máximo partido das novas tecnologias, quer seja através da introdução das tecnologias de informação e comunicação nas escolas, como no caso do projecto Escolas Navegadoras, ou através de bolsas de formação para adultos.

3 ) O Plano Tecnológico pode ser uma medida estrutural importante numa gradual disseminação da Sociedade de Informação?
Apesar de não conhecer em pormenor o Plano Tecnológico, julgo que sim. A avaliar pelas iniciativas anunciadas e pelo empenho do actual governo, esta pode ser uma medida estrutural importante para a Sociedade da Informação se tornar uma realidade em Portugal.

No entanto, penso que  falta uma visão estratégica ao Plano Tecnológico, que integre as várias iniciativas dos 3 eixos (Eixo 1 – Incremento qualificado dos níveis de conhecimento dos portugueses, Eixo 2 – Vencer o atraso Científico e Tecnológico, Eixo 3 – Imprimir novo impulso à inovação). Do mesmo modo, a maioria das iniciativas parecem-me muito abstracta, sem referência a quaisquer objectivos quantitativos.MediaXXISociedade da InformaçãoConhecimentoNovas Tecnologias