O apogeu das conferências em Portugal

E se organizássemos uma conferência destas em Portugal?“, perguntei eu ao André Ribeirinho (@andrerib) e ao Pedro Custódio (@pedrocustodio) antes de mais uma sessão da LiFT06.

Passado pouco mais de 6 meses, o Pedro Custódio (@pedrocustodio), eu e o Bruno Figueiredo (@brunofigueiredo), com a ajuda de uma série de amigos organizámos a 1.ª edição da SHiFT no edifício da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, em Campolide, Lisboa.

Passados 2 anos, já sem a minha colaboração, devido à minha falta de tempo, uma vez que tinha acabado de ser pai recentemente, o Pedro Custódio (@pedrocustodio), com o Bruno Figueiredo (@brunofigueiredo), o André Ribeirinho (@andrerib), o Daniel Barradas (@dbarradas) e uma série de outras pessoas colocaram de pé a SHiFT08. Nesta altura já começavam a existir outras conferências de interesse, como o Take Off, ou mesmo os Barcamps.

Há poucas semanas, realizou-se a SHiFT2010, da qual não fiz parte da organização, uma vez mais, por falta de tempo. Esta semana teve lugar a 1.ª edição da Ux-Lx, da responsabilidade do Bruno Figueiredo, ontem realizou-se mais um edição da Tedx Lisboa. Ainda neste fim-de-semana, aconteceu a 1.ª edição da SWITCH, em Coimbra, organizada pelo Ricardo Sousa (@ricardojrsousa)e não só.

Ou seja, passado menos de 5 anos desde a conversa inicial sobre a SHiFT, o que já não falta em Portugal são conferências sem cariz comercial, com excelentes oradores, umas com mais qualidade que outras, mas que permitem quebrar a rotina, questionar o status quo instalado e partilhar ideias e experiências.

A quantidade não significa, obrigatoriamente qualidade, mas acho que é óptimo para o nosso país que existam cada vez mais conferências, nas quais possamos aprender com as experiências dos outros, ou simplesmente, confirmar que estamos no caminho certo. Isto não invalida, que existindo possibilidade se possa ir lá fora, espairecer a cabeça, numa das muitas excelentes conferências que se realizam por essa Europa fora, como a Reboot (que espero regresse em 2011), a LiFT ou a DLD entre muitas outras.

Suporte via Twitter

ZON HD Fail

É cada vez mais comum, as pessoas utilizarem as redes sociais online, e sobretudo o Twitter, para se queixar de alguns serviços ou empresas, como por exemplo o seu banco, a sua seguradora, a sua operadora de telecomunicações, ou como no exemplo do Pedro Rebelo, a sua operadora de televisão.

Lá por fora, principalmente nos Estados Unidos, são cada vez mais as empresas que acompanham em tempo real estas redes sociais online, disponibilizando, sempre que se justifica ajuda ao utilizador. Basicamente, o Twitter e as outras redes sociais online passam a ser mais um canal, no qual estas empresas prestam suporte aos seus clientes.

Por cá, a maioria das empresas continua a ver as redes sociais online, como um local onde é necessário estar presente obrigatoriamente, mas, na maioria dos casos, sem objectivos claramente definidos, nem muito menos, um alinhamento com a sua estratégia de comunicação online (estratégia esta, muitas vezes inexistente).

É claro que criar uma página no Facebook ou uma conta no Twitter, para despejar o feed do site institucional ou fazer umas promoções ocasionais envolve muito menos recursos do que garantir um suporte via Twitter 24/7.

Mas se pensarmos que estas grandes empresas, como a ZON ou a MEO têm equipas gigantescas a assegurar um suporte 24/7, via telefone e email, não me parece que fosse assim tão difícil alocar algumas pessoas, uma pequena equipa, para dar suporte a este novo ‘canal’, onde cada vez estão mais pessoas presentes, todos os dias.

E se quisermos ir mais longe, o que estas empresas deveriam fazer era contratar online community managers, que zelassem pelas suas marcas online e potenciassem as suas comunidades online, ao invés de apostarem em tácticas menos claras.

Felizmente, algumas empresas portuguesas como a TMN já presta suporte através do Twitter. Mas, provavelmente teremos de aguardar pelas próximas versões das plataformas de CRM, da Siebel ou da SAP para que a esmagadora maioria das empresas possa dar este passo, tão simples, mas, ao mesmo tempo, tão difícil.

Bloom box

Através de um retweet do Celso Martinho (@Celso) a um tweet do Carlos Andrade (@karlus) fiquei a conhecer uma reportagem do “60 minutes” sobre um projecto bastante ambicioso de Silicon Valley – a Bloom box.

Mais do que estar a entrar em grandes detalhes, aconselho-vos a ver a reportagem que basicamente fala sobre uma pequena caixa, a tal “bloom box” que promete ser uma alternativa radical à forma como a electricidade é produzida. Imaginem só ter uma pequena caixa no vosso quintal, capaz de produzir toda a electricidade que normalmente precisam em casa.


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Eu sou um optimista, por isso espero honestamente que esta solução, ou algo semelhante, possa vir a ser uma realidade nos próximos anos, a um preço não proibitivo. Será um passo muito importante para o fim da necessidade da utilização de combustíveis fósseis. Se não estou em erro, lembro-me de em tempos ter lido algures, que ao contrário do que as pessoas pensam, a maioria dos combustíveis fósseis não são utilizados por veículos, mas sim para produzir electricidade.

Apple iPad – Verdade ou rumor?

Apple iPad

Não, podem ficar descansados que não vos vou dizer o que vai acontecer já daqui a pouco, na keynote do Steve Jobs, uma vez que não sou bruxo nem vidente. Apenas vou partilhar convosco o que gostaria que acontecesse.

Ao contrário de alguns cépticos, gostava que finalmente a Apple lançasse um tablet. Para mim o nome é-me totalmente indiferente. Chamem-lhe iSlate, iPad ou iPage, que para mim isso é o menos importante. Sendo que dos vários nomes já referidos, iPad parece-me o melhor, para um produto Apple.

Mas voltando ao que interessa, gostava que o tablet tivesse um ecrã de 9″ ou 10″, wi-fi, Bluetooth e 3G (característica menos importante), com um disco SSD de 80GB no mínimo, várias portas USB, no mínimo uma porta FireWire e uma saída mini-DVI.

Em termos de sistema operativo, em vez de uma versão do iPhone OS, preferia que o tablet viesse com uma variação do Snow Leopard.

Em simultâneo ao lançamento do tablet, espero que a iTunes Store seja relançada, com novas seccões, e-books, revistas e jornais entre outras, dando início a uma nova revolução.

Para quem não acredita neste tipo de gadgets, posso dizer-vos que em tempos já trabalhei com um, um Compac. Para além de ser muito lento para a versão do Windows que tinha, de resto era uma experiência muito interessante. Sendo um dono de iPhone, por sinal bastante satisfeito, gostaria muito de ter uma tablet Apple com estas características, com um bom processador, que durante o dia pudesse ligar ao monitor externo e no qual pudesse trabalhar com o teclado keyboard wireless e, que  à noite pudesse usar como e-reader e/ou mini-televisão para ver as séries preferidas.

E vocês, o que gostavam que acontecesse na Keynote de hoje?

A nossa eterna dependência dos apoios do Estado

Como é óbvio eu compreendo a situação em que os agricultores da zona oeste se encontram, depois das intempéries da semana passada, nas quais muitos perderam o trabalho de muitos anos, mas não percebo as suas críticas ao Governo.

De acordo com as notícias dos últimos dias, os prejuízos já foram avaliados em cerca de 15 milhões, tendo o Governo já anunciado que “serão activados de imediato os instrumentos financeiros à disposição da tutela e que vão permitir um apoio até ao montante de 50 por cento a fundo perdido.

Ou seja, se percebi bem as notícias, o Governo irá apoiar os agricultores, dando-lhes a fundo perdido 50% dos montantes que eles necessitam para recuperar as estufas e outras coisas.

É esta medida que não é suficiente para os agricultores? Se infelizmente, existir uma inundação no escritório de uma determinada empresa, e o seguro não pagar, o Estado não dá aos patrões qualquer apoio por esta perda. Por isso, perdoem-me os agricultores do Oeste, mas a mim parece-me uma medida mais do que justa por parte do Governo.

Já agora, não era suposto estes senhores agricultores terem seguros para intempéries, ou (como também não me espantaria) os seguros para a actividade agricola não cobrem intempéries?

Eleições 2009

Como é do conhecimento público, o ano de 2009 será marcado por 3 actos eleitorais, as eleições para o Parlamento Europeu, as eleições para a Assembleia da República e as eleições autárquicas.

Em relação à data das eleições europeias não havia muito a fazer, estas teriam de realizar-se em todos os Estados-membros da União Europeia entre 04 e 07 de Junho. Sobram, então, os dois actos eleitorais nacionais.

Pois bem, depois de nas últimas eleições europeias, a abstenção ter quase chegado aos 63 % e num ano em que só se houve falar da crise mundial e da obrigatoriedade de cortar custos em tudo e mais alguma coisa é bem provável que tenhamos de ir votar 2 vezes com um intervalo de, no máximo, 3 semanas. Pelo o que a comunicação social tem vindo a referir, em princípio o governo irá agendar as eleições autárquicas para dia 11 de Outubro e o Presidente da República as legislativas para dia 20 ou 27 de Setembro,  de forma a não perturbar a campanha eleitoral para as autárquicas.

Será que não podíamos ter um único acto eleitoral, por exemplo dia 11 de Outubro, em que votássemos para a Assembleia da República, Câmara Municipal, a Assembleia Municipal e a Junta de Freguesia, poupando uma verba considerável na organização de uma 3.ª eleição dispensável e um ida desnecessária dos cidadãos às urnas.