Mercedes ou BMW?

Se não forem exímios conhecedores de carros, experimentem olhar para a fotografia seguinte e tentar advinhar qual a marca deste SUV, Mercedes ou BMW?

Desde que me lembro que sou fã da Mercedes-Benz, desde o Classe A até aos coupé AMG, com especial apreço pelas carrinhas, como a mais recente Classe C station.

Mas é claro que a BMW também teve e terá sempre os seus encantos, como por exemplo as suas atuais carrinhas 320 e 520 D ou mesmo o Série 5 Gran Turismo (que carro assombroso – no bom sentido).

Mas este post não é sobre o meu apreço sobre a Mercedes ou a BMW, mas para constatar um facto bem visível na imagem inicial, estes 2 fabricantes estão cada vez mais parecidos nas suas apostas.

Como alguns de vós já terão descoberto por esta altura, o carro da foto anterior é o MLC, um concept car da Mercedes, destinado a concorrer com o BMW X6. E não haja dúvidas que me parece um carro muito bem desenhado, bastante apelativo. O único aspecto negativo é o facto de o MLC ser demasiado parecido com o seu mais directo concorrente, precisamente o BMW X6.

Ao mesmo tempo, temos a BMW a entrar em segmentos novos, como por exemplo o segmento dos monovolumes compactos com o Serie 2 Active Tourer (do qual gosto bastante, sobretudo na versão Série 2 Gran Tourer, pelos 7 lugares, mas sobre isso espero poder falar noutro post, nas próximas semanas), um carro que na minha opinião, sem contar com a grelha frontal, poderia perfeitamente ser a evolução da classe B da Mercedes-Benz.

Espero que no futuro não continuemos a ver mais semelhanças entre as ofertas destes 2 fabricantes germânicos e que o MLC tenha sido uma coincidência. Vamos ter de esperar para ver, mas para já podemos afirmar que com raras excepções, estamos perante 2 marcas com a sua própria identidade.

 

Bem-vindo 2013

Feliz 2013

Antes de mais, espero que tenham tido uma óptima entrada em 2013.

Tal como tem acontecido com os últimos anos, parece que 2012 passou bastante depressa. Ainda parece que foi ontem, que celebrávamos a entrada em 2012, um ano para o qual nos tinhamos andado a mentalizar que seria bastante difícil.

Passados os 12 meses de 2012, o balanço até é bastante positivo, tanto a nível pessoal, como profissional. Honestamente, se conseguir que 2013 seja igual a 2012 já será bem bom.

Consolidar

Ao nível pessoal, diria que este ano foi sobretudo um ano de consolidação. Sendo uma família de 5, as despesas parece que nunca acabam, mas com alguma racionalização conseguimos levar o barco a bom porto.

Os nossos pequenos continuam a crescer a uma velocidade impressionante. A Leonor, a nossa chinoca, já fez 2 anos, o Eduardo, 3 e a Luisa, que está uma autêntica crescida, já fez 5 em Dezembro. Em princípio, se tudo correr bem, este ano já irá entrar para o 1.º ciclo.

Usabilidade e Front-End

Na verdade, também poderia descrever o meu ano de 2012, ao nível profissional, como um ano de consolidação. Trabalho não me tem faltado na ZON, desde diversos projectos de usabilidade web (entrevistas com utilizadores, card-sortings, arquiteturas de informação, wireframes, criação de protótipos, testes de usabilidade, etc.), até ao desenvolvimento de front-ends, utilizando HTML5 / CSS3 / JQuery, seguindo a abordagem “Responsive Web Design“. Foi um ano bastante positivo. Felizmente, quando me levanto de manhã, sinto-me bastante motivado para ir trabalhar, porque tenho a sorte de gostar muito do que estou a fazer na ZON.

Ao mesmo tempo, graças ao convite da @VirginiaCP, comecei a dar formação na Flag sobre noções básicas de usabilidade, arquitetura de informação e web design, às Academias Flag de Marketing Digital, algo que me deu bastante gozo.

e para 2013?

Muito provavelmente 2013 será um ano mais difícil do que foi 2012. No entanto, há que ter esperança e dar o nosso melhor, todos os dias.

De resto, não há grandes planos, manter o mesmo percurso tanto a nível pessoal, como profissional, com um pequena alteração, tentar escrever com maior frequência neste espaço, do qual tenho muitas saudades.

Um Excelente 2013 para todos.

Imagem da autoria de Nukamari

A Saúde possível

Nota prévia 1: Este post surge na sequência do programa que acabei de assistir na TVI24, apresentado pela Judite de Sousa, com o Prof. Medina Carreira e a Eng.ª Isabel Vaz sobre a Saúde em Portugal.

Nota prévia 2: Eu tenho muito respeito pela esmagadora maioria das pessoas que trabalha em hospitais, centros de saúde e outra unidades médicas (a minha irmã é uma delas). Do mesmo modo, também tenho imenso respeito pelos bombeiros portugueses, os quais fazem muito com o pouco que vão tendo.

Brincar aos médicosUm dos assuntos que se abordou neste programa, foi o aparecimento de diversos hospitais por tudo o que era cidades. O exemplo que a Eng.ª Isabel Vaz utilizou foi a Grande Lisboa, onde nos últimos 15 anos, surgiram pelo menos 3 hospitais, estando previstos mais 2, nos próximos 2 anos.

Lembro-me de há vários anos, alguém ter comentado comigo que no tempo do Eng. Guterres surgiram 3 hospitais novos no Ribatejo, em Tomar, Abrantes e Torres Novas.

Num tempo, de vacas magras, para não dizer anoréticas mesmo, nenhuma população deste país aceitará de bom agrado o encerramento da sua unidade hospitalar.

Honestamente, será que a existência de uma unidade hospitalar na sua cidade será mesmo o mais importante? Não será bastante mais importante ter as populações servidas por unidades móveis  de emergência médica, devidamente equipadas, com equipas de paramédicos, que possam socorrer as pessoas em dificuldade, da melhor forma possível?

Lembro-me de há 10 anos, na cidade onde nasci, (que por sinal tem um pequeno hospital, sabe-se lá até quando), um homem se ter sentido bastante mal, a cerca de 600m do hospital. Após alguém ter ligado para o 112, esta pessoa acabou por ser socorrida por uma ambulância dos Bombeiros e por 2 bombeiros bastante inexperientes…

Confesso que não sei em que estado ficou este homem, mas pessoalmente preferiria ter sido socorrido por uma unidade móvel de emergência médica, com pessoal devidamente treinado para estas situações. Nem que para isso tivesse que no final ir para um hospital a 30 km ou mais.

Foto da autoria de StreetFly JZ.

Ainda o caso Ensitel

Nokia e71

Já devia ter feito esta referência há mais tempo, mas com a minha passagem para a Active Media, alguns posts que numa situação normal seriam publicados neste espaço passaram a ser publicados no blog da agência, o que é um orgulho para mim. Apesar de tudo, sempre que isto aconteça, irei tentar deixar aqui alguma referência para os post publicados.

Nem a propósito, podem ler no blog da Active, 2 posts meus sobre o caso Ensitel:

Gestão de crise da ensitel

Um post escrito durante o auge da crise, no qual apontava um caminho de possível saída para a Ensitel;

Briefing: A web social não é uma moda

Um post no qual partilho um artigo que escrevi para o jornal Briefing sobre o caso.

Aguardam-se comentários a qualquer um destes posts, neste espaço ou no blog da Active.

Imagem da autoria de JeanbaptisteM

Notas sobre o caso Ensitel

É incontornável, o assunto do momento é o caso Ensitel.

Não vou perder tempo a resumir a história, para isso, nada melhor do que lerem os 7 posts no blog da Maria João.

Apenas quero deixar 3 notas sobre este caso:

1.Nos tempos que correm, em que a web está cada vez mais presente na vida das pessoas, é fundamental aos marketeers saberem o que é o “Efeito Streisand” e evitarem-no a todo o custo. A web é um meio fantástico, precisamente por, entre outras coisas, permitir que algo se torne viral num curto espaço de tempo. Por norma temos tendência de apenas dar destaque às acções virais positivas, mas a verdade é que um meme como este, de demonstração de desagrado em relação a uma marca / empresa é algo claramente viral, que rapidamente se pode tornar num pandemia de elevados danos numa marca.

2. É claro que outra característica fantástica da web de hoje, é o seu carácter democrático, no sentido, de que qualquer pessoa pode ter o seu espaço, no qual pode publicar / expressar livremente a sua opinião. Acreditar que nesta web democrática, é possível censurar a opinião de alguém, mesmo que por via judicial, é cometer um erro crasso, com graves consequências para a sua marca.

3. Mas além disto, o que talvez me choque ainda mais, é alguém ainda poder pensar que a web é um meio passivo, na perspectiva de que apagando 6 ou 7 posts de um cliente descontente, a imagem de uma marca volte a ser positiva. A web não é um meio passivo, mas sim um meio onde as pessoas comunicam de um forma activa, onde opiniões são pedidas e obtidas em tempo real através de ferramentas como o Twitter ou o Facebook. Mesmo que os posts da Maria João fossem apagados, de certeza que se alguém comentasse no Twitter ou no Facebook que estava a pensar comprar um novo telemóvel na Ensitel, rapidamente alguém faria um comentário menos abonatório em relação à sua experiência com a marca, aconselhando-a a fazer a compra noutra loja.

Para mais opiniões / comentários sobre este caso recomendo as seguintes leituras:

Porque hoje é dia de greve!

Hoje ao deixar os filhos na creche, percebi que a escola primária, que fique no mesmo bloco, estava fechada devido à greve da função pública.

Desculpem-me, mas não consigo perceber as greves.

Tanto neste caso, como no caso por exemplo das greves da Carris, do Metro ou da CP, os prejudicados não são os ministros mas sim os cidadãos que não têm culpa nenhuma da situação que motiva a greve. E ao contrário do que se possa pensar, eu acho que a maioria das pessoas perante uma greve não fica simpatizante do protesto, pelo contrário. Ou seja, as pessoas acabam por ficar revoltadas por terem que faltar ao trabalho porque não têm onde deixar os filhos ou porque não têm como chegar ao trabalho, por exemplo.

Como é óbvio eu concordo que as pessoas defendam as ideias em que acreditam, mesmo que possa discordar dessas ideias, mas acho que existem outras formas de protesto, com mais impacto junto dos decisores, como por exemplo manifestações, como as dos professores nos últimos anos, ou por exemplo, como não cobrar bilhete aos utilizadores dos transportes públicos, etc.