BlogReporters: ponto de situação [1]

Passados mais de dois meses desde a entrada em funcionamento (embora em período experimental) do BlogReporters  é altura de fazer um primeiro balanço deste projecto, realçando os aspectos positivos e negativos.

Aspectos positivos:

  1. Tal como referi anteriormente, o número de interessados em participar neste projecto como Autores foi uma agradável surpresa. Neste momento já existem 28 Autores, o que é bastante significativo;
  2. Em pouco mais de dois meses, o BlogReporters já teve mais de 1 800 visitas, o que dá uma média de 900 visitas mensais. É importante referir que, até ao momento, a entrada em funcionamento do projecto BlogReporters não foi divulgada massivamente. Não obstante, esse é um dos objectivos a desenvolver no início de 2006, finda a fase experimental do projecto.

Aspectos negativos:

  1. Desde o início do projecto, apenas dois jornalistas aceitaram o convite para colaborar com o BlogReporters, assumindo o papel de Editores, nas áreas de Desporto e Tecnologia. Os jornalistas convidados para as restantes áreas (“Nacional”, “Política”, “Economia” e “Cultura/Lazer”) recusaram colaborar ou simplesmente não responderam ao convite;
  2. Em consequência, até à data apenas existem quatro artigos publicados. Esta situação tem duas causas:
  1. A ausência de Editores que aprovassem a publicação dos artigos inseridos pelos Autores;
  2. A falta de tempo da Equipa responsável pelo BlogReporters para incentivar os Autores a produzirem e inserirem os seus artigos;
  • Em relação à primeira causa, a equipa responsável por este projecto optou por aprovar ela própria os artigos relativos a áreas onde ainda não existe um Editor responsável.
  • Com base neste balanço, serão tomadas as seguintes providências:

    1. Envio de newsletters periódicas aos Autores, incentivando-os a produzirem artigos;
    2. Procura de novos “Editores” para as áreas em falta, através da adopção de uma nova estratégia de angariação de Editores para o BlogReporters. A partir de agora, estamos disponíveis para ser contactados (para o email blogreporters@gmail.com) por jornalistas experientes, interessados em colaborar com este projecto, no papel de Editores;
    3. Referência neste blogue dos artigos mais relevantes que forem sendo publicados no BlogReporters;
    4. Conclusão do período experimental no final do ano;
    5. Divulgação do BlogReporters no inicio de 2006;

    Actualização (às 14h21m de 07.12.2005): Infelizmente, devido a um problema com a base de dados de suporte ao formulário de inscrição neste projecto, na passada 2.ª feira, os dados relativos aos interessados em participar no BlogReporters que ainda não tinham recebido a sua password, foram perdidos, sem qualquer hipótese de recuperação :(. Por esta situação gostaríamos de pedir as nossas mais sinceras desculpas às pessoas afectadas, reafirmando que mantemos todo o interesse em contar a sua colaboração. Para este efeito, solicitamos às pessoas afectadas que nos contactem para o email blogreporters@gmail.com, de forma a que rapidamente possamos enviar as passwords em falta.
    BlogReportersJornalismoEditoresAutores

    Os “Túneis” do Jornal de Negócios

    Por norma, de manhã, antes de sair de casa, tenho o hábito de assistir à SIC Notícias, para ficar a par das últimas notícias e ter uma ideia rápida dos destaques dos jornais nacionais.

    Um dos destaques que hoje me chamou a atenção, foi uma fotografia do Ministro Mário Lino, com a seguinte chamada “Fecho do Túnel do Marquês aumenta fraudes no Metro”.

    No entanto, qual o meu espanto, quando no meu local de trabalho, folheio o Jornal de Negócios à procura do desenvolvimento da dita noticia destacada e esta tem um título “ligeiramente” diferente. Afinal o título da notícia da Pág. 6 é “Encerramento do túnel do Rossio está a aumentar fraude no Metro de Lisboa” (também disponível no site www.negócios.pt em http://www.negocios.pt/default.asp?CpContentId=268396). Porém o mais grave para mim, é que não existe nenhuma referência ao Túnel do Marquês na dita notícia. Assim sendo, das três uma:

    • Tendo noção da polémica e da notoriedade que a expressão “Túnel do Marquês” tem junto da opinião pública, o Jornal de Negócios tentou cativar mais leitores “ludibriando-os”;
    • O jornalista responsável por este artigo, e o seu Editor, julgam que o Túnel do Marquês e o Túnel do Rossio são o mesmo;
    • Existiu um erro colectivo, o que num meio de comunicação social de qualidade e prestígio como é o Jornal de Negócios, não pode ser admissível.

    Espero que esta situação seja, na realidade um erro, um erro inadmissível, mas perante estas 3 hipóteses, seria um mal menor. Será que alguém vai admitir o erro? Túnel do MarquêsTúnel do RossioJornal de NegóciosJornalismo

    Voto electrónico

    Nas últimas eleições legislativas, por não estar recenseado na minha área de residência e ter que me deslocar mais de 150 Kms para votar, acabei por me abster.

    Para mim, a solução ideal para uma situação deste tipo poderia passar por uma destas 3 hipóteses:

    • A existência de uma base de dados central com todos os recenseados, no mínimo associado à existência de algumas mesas de voto, na qual eu pudesse cumprir o meu dever cívico num tradicional boletim de voto;
    • A existência de um sistema de votação electrónico, que me permitisse através de um cartão magnético e da prova da minha identidade, votar electronicamente em qualquer mesa de voto em Portugal;
    • A possibilidade de através da prova da minha identidade nas Juntas de Freguesia, ou outra qualquer entidade pública, ter acesso a uma palavra passe semelhante à da DGCI, que me permitisse votar via Internet, num Website certificado.

    Pelo que tenho conhecimento, já foram feitas algumas experiências de voto electrónico em Portugal, paralelos à tradicional votação em urna. No entanto, infelizmente, não acredito que esta venha a ser uma realidade nos tempos mais próximos, devido ao pouco empenho dos nossos governantes e, sobretudo, à iletracia existente no nosso país.

    Felizmente, já existem experiências mais avançadas noutros países da União Europeia, como o Reino Unido, onde já foram testados sistemas alternativos interessantes, como o voto via Internet, sms ou mesmo TV Digital.

    Quem sabe, se os desenvolvimentos desta experiência, por terras de Sua Magestade, não poderão contagiar os nossos governantes a adoptar medidas mais práticas e ambiciosas para a implementação de novas soluções que permitam o exercício da democracia, em qualquer lado.

    Voto electrónicoEleiçõesDGCI

    WeBreakStuff

    WeBreakStuffHá alguns dias descobri um site de um pequeno estúdio de design e desenvolvimento, chamado WeBreakStuff. Logo há partida foi um site que me cativou pelo seu design, minimalista mas bastante atractivo. No entanto, os principais motivos que me levam a recomendar a sua leitura e acompanhamento são:

    • Os principais temas abordados no seu blogue são o design, as questões de acessibilidade e outras questões relacionadas com a bolha do momento, a Web 2.0;
    • O facto de ser um dos 20 blogues do "web 2.0 workgroup";
    • Último, mas não menos importante, ser da responsabilidade de um português de nome Frederico Oliveira.

    WeBreakStuffWeb 2.0

    WordPress 2.0 beta2

    WordPress

    No final da semana passada foi lançada a 1.ª versão beta do WordPress 2.0, tal como avançou o Pedro Fonseca. Entretanto no decorrer desta semana, esta já foi actualizada com a  versão 2.0 beta 2

    Depois de ter lido o post do Pedro Fonseca, logo que pude, fiz uma instalação nova do WordPress 2.0, na minha pasta de desenvolvimento. Ontem à noite, aproveitei e fiz o upgrade para a versão 2.0 beta 2.

    Tanto na 1.ª instalação como no upgrade, não tive nenhum problema. O único problema inicial, mínimo, foi no template K2 beta 1 (já que estamos numa de testar versões beta, porque não experimentar também a versão beta do Kubrick2), mas que rapidamente, com uma pequena alteração no código, ficou operacional.

    Tal como muitos outros fãs do WordPress estava à espera do lançamento de uma versão 1.6 e não de uma versão 2.0. No entanto, para mim é-me totalmente indiferente a designação que lhe foi dada. A única que coisa que me interessa verdadeiramente é que esta nova versão seja disponibilizada logo que seja possível, com a esmagadora maioria dos bugs ultrapassados, para nós possamos usufruir dela.

    Até ao momento, esta versão agrada-me. É verdade que podia ser muito mais arrojada, com a introdução de mais funcionalidades novas. No entanto, o facto de não desvirtuarem aquilo que eu considero ser as vantagens principais da aplicação, como a sua simplicidade e intuitividade e o pragmatismo do sistema de plugins, já são boas notícias. Por vezes algumas aplicações no seu processo evolutivo, com o acréscimo de funcionalidades, acabam por perder os principais argumentos que as fazem ser apreciadas.

    De assinalar a introdução de algumas funcionalidades interessantes, como o novo modelo de níveis de utilizadores, divido em 5 (Administrator, Editor, Author, Contributor e Subscriber), muito semelhante ao TextPattern, a possibilidade de importarmos posts através de feeds, a possibilidade de importarmos a nossa blogroll através de um ficheiro OPML, a barra de edição dos posts, que substitui as quicktags (mas que pode ser desactivada no perfil do utilizador) e o novo modelo de upload de imagens.

    Em relação a este modelo de upload de imagens (que ainda tem alguns bugs preocupantes), "primeiro estranha-se, mas depois entranha-se".  A verdade ÃƒÂ© que ÃƒÂ  partida não é intuitivo, mas assim que se percebe o conceito é interessante e prático, se os bugs que persistem neste momento, forem ultrapassados.

    Em princípio, nos próximos dias, irei continuar a acompanhar o desenvolvimento desta nova versão do WordPress, da qual irei dando nota aqui. Para já, quem quiser pode dar uma vista de olhos no meu blogue de testes em http://www.lisbonlab.com/devlab/.

    Nota: Todos os posts que estão actualmente no blogue de testes foram importados através do feed deste blogue.

    WordPressWordPress 2.0 betabetaTextPattern

    Coldplay@Lisboa

    ColdplayFoi ontem o concerto dos Coldplay no Pavilhão Atlântico, em Lisboa e eu estive lá. Simplesmente fantástico. Podem não ser a melhor banda do mundo (que para mim são, sem qualquer dúvida, os U2), mas são definitivamente uma das melhores bandas actuais de pop rock, com várias músicas excelentes como a arrepiante "Fix you" que fechou o concerto. Terminado o concerto, só me resta aguardar pelo próximo concerto em Portugal.

    Goldfrapp

    De assinalar ainda, a agradável surpresa da banda britânica Goldfrapp, que actuou na primeira parte do concerto, com um pop electrónico muito interessante. Para os fãs deste tipo de música, recomendo uma visita ao site onde podem ouvir trechos do seu mais recente trabalho: Supernature.

    ColdplayU2Goldfrapp

    Os blogues e o jornalismo

    Há duas semanas podemos assistir a um debate, no “Clube dos Jornalistas”, sobre a relação entre jornalismo, jornalistas e blogues, no qual esteve presente Rogério Santos, autor do Indústrias Culturais, António Granado, autor do Ponto Media e João Alferes Gonçalves. Na altura não me pronunciei sobre este debate, nem sobre a discussão que se seguiu na blogosfera. Por incrível que pareça acho esta discussão sem conteúdo ou qualquer sentido, logo à partida. No entanto, face aos últimos desenvolvimentos desta discussão, irei tentar expressar a minha opinião de uma forma sucinta.

    1. É claro que estou totalmente de acordo quando João Alferes Gonçalves afirma que as batedeiras eléctricas (os blogues) não são sumo de frutas (jornalismo), tal como, para mim, os espremedores de laranjas (jornais) também o não são. Tal como afirma muito perspicazmente Carla Martins no site do Clube dos Jornalistas no artigo "Jornalismo, jornalistas e blogosfera", disponível no link http://www.clubedejornalistas.pt/DesktopDefault.aspx?tabid=487 (via Jornalismo e Comunicação – http://webjornal.blogspot.com/2005/11/jornalismo-e-blogosfera.html)

    «Isso seria confundir o “contentor”, o suporte de publicação, com aquilo que nele se publica, o “conteúdo”».

    2. Mas qual o verdadeiro motivo desta discussão, desta “dúvida existencialista”? Ao contrário do possa parecer à esmagadora maioria das pessoas que não acompanhem com frequência a blogosfera nacional, são muito raros (para não dizer inexistentes) os casos de blogues portugueses que afirmem fazer jornalismo. Será por isso que, jornalistas ou blogueiros, que têm como actividade o jornalismo, são os que mais se preocupam em delimitar a diferença entre o jornalismo e os conteúdos publicados nos blogues?

    3. Tal como a Mónica André e o Pedro Custódio defendem, actualmente os blogues são o que as pessoas quiserem fazer deles, tanto podem ser um local de desabafos íntimos, um portfólio electrónico, um álbum de viagens ou o local onde um qualquer cidadão de uma pequena cidade do interior, pode publicar as notícias do seu concelho. Não poderão os conteúdos de um blogue deste tipo ser considerado jornalismo? Mas afinal o que é o jornalismo ou mesmo um jornalista? Será que todos os jornalistas cumprem os requisitos referidos no Estatuto do Jornalista? Ou ainda, será que todas as pessoas que fazem jornalismo nos orgãos de comunicação social, são jornalistas?

    Para aqueles que vêem na blogosfera um local de liberdade de expressão, com mais vantagens do que desvantagens, este debate é redutor, e em nada favorece a blogosfera portuguesa, que cada vez mais é visto como um local de expressão de algumas figuras públicas, como Pacheco Pereira e outros tantos “maluquinhos” por computadores. Tal como já disse uma vez em relação à blogosfera política, existe muito mais blogosfera em Portugal do que a blogosfera jornalística (se é que esta existe em Portugal).

    Por último e para vossa reflexão, devo dizer que mesmo pensando que os conteúdos dos blogues não devem ser considerados jornalismo, desde que acompanho diariamente no meu agregador de conteúdos mais de 50 blogues, sinto-me muito mais informado nas minhas áreas de interesse.

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