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Archive for Comunicação

Frustrações…

Shout

É frustrante não poder escrever sobre o que se sabe, quando existem tantas pessoas a falar e a escrever sobre o que não sabem.

Foto da autoria de noamgalai.

Telefone da PSP - Lisboa

TecladoHoje à noite, quando estava a chegar a casa, uma rapariga abordou-nos, a pedir-nos o número de telefone da esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP) da nossa zona. O meu 1.º instinto foi ver se tinha o número na lista de contactos do telemóvel, mas de repente lembrei-me de uma iniciativa, muito inteligente, que infelizmente acho que não foi suficientemente divulgada, que é o:

21 POLICIA

Ou seja, em Lisboa (não sei noutras cidades existirá uma versão local), é possível ligar para a PSP marcando 21 POLICIA, ou seja, 21 765 42 42. Não há dúvida, que é uma ideia excelente, num país onde eu acho que é muito raro utilizar letras para divulgar os números de telefone. A única excepção que me lembro, é mesmo o 707 CINEMA. A verdade é que é bastante mais fácil decorar 21 POLICIA, do que 21 765 42 42. Para não falar de que é mais barato ter um 707 CINEMA (707 24 63 62) do que um 707 10 10 10, sendo que são ambos fáceis de memorizar.

Fotografia da autoria de Fabrizio F. Benedetti.

7 razões para ter um blogue num alojamento e domínio próprio

Acabei de publicar no blogue da Active Media, agência de comunicação com a qual colaboro há alguns anos, um artigo intitulado “7 razões para ter um blogue num alojamento e domínio próprio” onde defendo que as organizações e os blogueiros que pretendam levar mais a sério, a sua presença na blogosfera, devem criar os seus blogues num alojamento e domínio próprio, em detrimento de plataformas de blogues, como o Blogger ou Weblog.com.pt, entre outras.

Tal como refiro no artigo, outras razões que complementem aquelas, serão muito bem- vindas, porque, afinal a blogosfera é uma grande conversa, onde todas as opiniões são importantes.

O que valem os números?

NumerosÉ comum ouvir, ver ou ler nos meios de comunicação social, peças sobre números, que na maioria das vezes são apresentados como sendo factos, valendo por si próprios, isolados.

Porém imaginem que uma notícia afirma que uma determinada empresa regista, em média, 9 reclamações por dia. O que revela esta notícia desta empresa, que ideia transmite este número diário de reclamações? Estamos perante uma boa ou uma má empresa?

Depende. Depende se a empresa atende, em média, por dia, 10, 100, 1000 ou 10 milhões de clientes.

Se a empresa apenas atender, em média, 10 pessoas por dia, então 90% dos seus clientes apresentam reclamações. Ou seja, estamos perante uma empresa com um péssimo serviço.

Se, ao invés, esta empresa atender, em média, 1 milhão de pessoas, por dia, então isso significa que apenas 0,0009% dos seus clientes reclamam, o que indica que esta empresa não sendo perfeita aparenta ter um excelente nível de serviço.

Muitas vezes, os números por si só, isolados, não constituem um facto ou uma informação relevante sobre a realidade.

Fotografia da autoria de: Leonid Mamchenkov

Blogreporters - uma visita ao passado

Nos últimos tenho andado em arrumações, aqui no “laboratório”, uma vez que vou mudar de “instalações”. Em breve irei deixar o alojamento da Bluehost, para passar para um espaço mais moderno e acolhedor, na Dreamhost.

No meio de todos os backups que é necessário fazer num processo tão complexo e sensí­vel como este, encontrei a pasta do Blogreporters. Há algum tempo que não visitava o subdomí­nio que na altura que crie para o efeito - news.lisbonlab.com, tal como o blog, em WordPress, como não poderia deixar de ser, que ainda pode ser consultado em http://news.lisbonlab.com/index.php.

Apesar de tudo, e no meio de alguma tristeza, nesta subita visita, acho que foi um projecto muito interessante, bem estruturado e planeado, com uma imagem gráfica decente, incluindo o logótipo e um guia editorial bem definido. Porém tal como referi anteriormente, provavelmente aquele não era o timming mais apropriado para um projecto desta natureza, ao mesmo tempo que eu não tinha (e infelizmente continuo a não ter) a disponibilidade temporal, para que aquela ideia pudesse ser uma ideia de sucesso, que ajudasse estudantes de jornalismo e outros. Mas sem dúvida, que foi uma experiência enriquecedora, que valeu todo o esforço.

Tal como referi há quase 1 ano, quando o Blogreporters fechou portas, continuo a acreditar que existe espaço em Portugal para um projecto deste tipo (seja ele suportado num blog ou em qualquer outra plataforma), um projecto em que voluntários possam escrever e publicar conteúdos de qualidade, artigos de opinião, entrevistas, reportagens, foto-reportagens, etc.

Quem sabe no futuro, noutro contexto e com outras circunstâncias não possamos criar um projecto desta natureza, com sucesso, em Portugal?

Fã Apple

Ao contrário do que possam pensar não vou falar do iPhone, pelo menos neste post. Vou falar da minha última experiência com a Apple.

No passado mês de Julho recebi um iPod Video 30GB branco. Há algumas semanas um dos auscultadores começou a distorcer algumas músicas. Depois de andar a adiar a ida às Amoreiras, finalmente na passada 6.ª feira tive tempo para ir ao Lisbon Apple Center (local onde o iPod tinha sido comprado), para tentar resolver o problema, na esperança que após um teste aos auscultadores, me fornecessem uns novos. Não podia estar mais errado. Após uma série de questões, sobretudo relacionadas com dados pessoais, disseram-me que iriam enviar os auscultadores para o representante da Apple em Portugal e que o tempo previsto para a resolução desta anomalia seria 3 semanas, aproximadamente.

A verdade é que fiquei desconsolado. Como seria possível que uma empresa que vende milhões de iPods no mundo inteiro, preferisse mandar arranjar os auscultadores, fazendo esperar os seus clientes (no meu caso 3 semanas) e impedindo-os de utilizar o iPod (afinal ninguém é obrigado a ter uns auscultadores extra).

Na 2.ª feira, procurei os emails de alguns representantes da Apple e enviei-lhes uma mensagem, questionando-os sobre qual era a politica da empresa nestas situações e se achavam admissível que um cliente, ficasse impedido de utilizar um iPod por causa de uns míseros auscultadores.

Surpreendentemente, hoje a seguir ao almoço um representante da Apple Europa, ligou-me, pedindo-me mais detalhes da situação. No final da conversa ofereceu-se para me enviar uns auscultadores novos pelo correio, que eu aceitei de imediato.

Senhores e senhoras, isto é que é Relações Públicas, não são os anfitriões das discotecas e afins. O mercado é cada vez mais uma conversa global, na qual é preciso saber ouvir mas também interagir. Através deste contacto, a minha percepção da Apple subiu bastante. A partir de hoje, eu sou um fã da Apple, não só pelos seus produtos ou pelo Mac OS X, mas também pela sua forma de comunicar e de ouvir os seus clientes.

P.S.: Espero que nesta linha de atitude, a Apple escute os seus clientes e fãs, de forma a ultrapassar os pontos fracos do iPhone.

A nova web e os media

Na semana passada, quando andava à procura do livro “La revolución de los blogs” de José Luiz Orihuela (infelizmente acho que ainda não existe, à venda, em Portugal) encontrei acidentalmente o livro “Geração Blogue” de Giuseppe Granieri (http://www.bookcafe.net/blog/). Apesar de já ter ouvido qualquer coisa sobre este livro, confesso que não me despertava grande interesse, pelo menos um interesse imediato. Porém ao folhear o livro, encontrei, por acaso, um parágrafo, que considero ser uma análise muito pertinente à situação em que se encontram os media face à nova web.

“Parece um paradoxo, mas é como a história de Pedro e o Lobo. Os próprios media, depois de terem gritado “O lobo! O lobo!” durante anos, procurando convencer-nos de que a Rede estava a trazer modificações substanciais à nossa sociedade (porque tinham sido inventados os portais, porque se podia ligar uma webcam ao computador, porque Wall Street descia), têm hoje muita dificuldade em compreender que algo aconteceu realmente. E se alguém o intui, como Pedro quando viu mesmo o lobo, quase ninguém acredita nele.”

Não sei se a melhor analogia será mesmo a história de Pedro e o Lobo, mas não deixa de ser verdade que depois de anos a fio, a falarem sobre as modificações que a web estava a provocar nas nossas sociedades, actualmente os media têm grandes dificuldades em admitir e assimilar que a mesma web esteja a provocar grandes mudanças na sua própria área, adiando-as o mais que podem.

Nem por coincidência, “The Bivings report”, na sequência de um estudo que realizou a cerca de 100 jornais norte-americanos, publicou recentemente 2 artigos com várias sugestões para os jornais poderem melhor o seu serviço:

  1. Utilizarem tags;
  2. Disponibilizarem feeds rss com os artigos completos, suportados em anúncios;
  3. Trabalharem em parceria com websites sociais externos, como o del.icio.us;
  4. Fazerem ligações para entradas de blogs relevantes para a notícia;
  5. Livrarem-se dos registos;
  6. Fazerem parcerias com bloggers locais;
  7. Disponibilizarem formas alternativas de aceder aos conteúdos;
  8. Modernizarem os seus aspectos gráficos;
  9. Aprenderem com o Craiglist
  10. Adaptarem o conteúdo para telemóveis e PDAs
  11. Permitir que os utilizadores comentem as notícias;
  12. Melhorar as funcionalidades de pesquisa;
  13. Usar o HTML correctamente;
  14. Focar nas notícias locais e regionais;
  15. Abrirem os seus arquivos;
  16. Providenciarem versões multi-lingua;
  17. Disponibilizarem conteúdo suplementar, sobretudo os conteúdos de suporte à produção às notícias;
  18. Publicarem todas as cartas recebidas pelos editores;

Para uma leitura mais completa de cada um destes itens aconselho a leitura dos artigos originais, onde poderão inclusive, sugerir outras funcionalidades:

http://www.bivingsreport.com/2006/9-ways-for-newspapers-to-improve-their-websites
http://www.bivingsreport.com/2006/discussion-roundup-ways-to-improve-newspaper-websites/

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