Offf: sugestões são bem-vindas

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A poucos dias da Offf (onde irei estar presente, depois de ano passado não ter podido ir a Barcelona) começa a ser altura de consultar o programa e fazer opções. Porém, o problema é que perante um programa tão completo e preenchido, as dúvidas são mais do que muitas: Quais as sessões a ir? Quais as sessões a não perder mesmo?

Quais as vossas sugestões? Quais as sessões que recomendam?

Rumores para a Macworld 2008 + sondagem

A uma semana da Macworld 2008, são cada vez mais os rumores sobre eventuais produtos a serem anunciados na habitual, e sempre aguardada, keynote de Steve Jobs.

MacDock

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(fotografia retirada do CrunchGear)

Um dos rumores mais falados até ao momento é o lançamento de uma MacDock, o que não seria uma completa novidade para a Apple. Basicamente o conceito passaria por ter algo semelhante a um iMac, no qual seria possível introduzir um Macbook (pelo menos espero que seja compatível com os Macbook), o qual desempenharia o papel de CPU, usufruindo de um monitor maior, 20” ou mesmo 24” da MacDock.

Pessoalmente, acho o conceito bem interessante, prático e arrumado.Infelizmente, caso venha a ser uma realidade, o preço (como em quase todos os produtos da Apple), um ponto negativo, tendo em conta a alternativa, menos arrumada, mas mais económica de ligar o Macbook a um qualquer monitor externo.

A não ser que esta dock tenha algumas funcionalidades extra, como um 2.º disco, ou uma drive óptica, gravador de DVDs, por exemplo, caso seja dirigida ao subMacbook.

SubMacbook

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(fotografia retirada do CrunchGear)

Outro dos rumores é o lançamento de um sub-notebook, possivelmente denominado subMacbook ou subMacbook pro. Este novo portátil, há muito aguardado pela comunidade de utilizadores Mac, seria um Macbook Pro mais pequeno que os Macbook, sem drive óptica interna. Por isso quem sabe se a MacDock e o subMacbook Pro não serão apresentados em conjunto, o que será certamente um pacote interessante, mas com toda a certeza, nada económico.

MacTablet

mactablet

(fotografia retirada do PopularMechanics)
Há algum tempo que a apresentação de um MacTablet é um rumor (ou melhor dizendo, um desejo) antes de cada Keynote de Steve Jobs. Apesar de achar que seria certamente uma máquina bem interessante, não sei se ainda será desta, mas talvez esteja enganado.

iPhone 2

Por último, há quem especule que Steve Jobs aproveitará a ocasião para apresentar a 2.ª versão do iPhone, com eventualmente novas funcionalidades, quem sabe 3G.

Preferências

Entre os vários rumores, confesso que o meu preferido é o anúncio da MacDock (caso seja compatível com os actuais Macbook). E vocês, qual a vossa preferência, votem, dêem a vossa opinião?

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Qual é o vosso rumor preferido?
View Results

(Para os leitores via feed RSS, existe uma sondagem sobre as vossas preferências para a Macworld 2008).

Notas sobre a LIFT

Tal como é possí­vel verificar em posts anteriores, na semana passada estive em Genebra, Suiça, a assistir à conferência LIFT.

Ao contrário do que tinha planeado inicialmente, acabei por não publicar notas sobre as várias intervenções a que a assisti, durante a conferência, por 2 motivos principais:

  • Tirar notas no portá¡til e publicá-las no blog durante as apresentações, na maioria dos casos, acaba por se traduzir na minha desatenção em relação à intervenção do orador, uma vez que rapidamente me vejo a navegar de página em página;
  • Nos intervalos das várias participações há tanta gente para conhecer, para falar, para trocar experiências, que não faz qualquer sentido, sentar-me a um canto, a publicar as minhas notas neste espaço.

Deixando para trás a forma, e avançando para a substância, devo dizer que a conferência foi muito boa, especialmente a componente informal, no qual podemos conhecer pessoas novas, com diferentes backgrounds, ideias e experiências de vida e reforçar os laços com outras que já tinha conhecido anteriormente. Na edição deste ano, estavam presentes cerca de 550 pessoas de 29 paí­ses, com a Suiça muito bem representada com 360 pessoas. Depois dos 4 representantes portugueses da edição de 2006, este ano já fomos 7. Pode ser que para o próximo ano, consigamos chegar aos 2 dí­gitos.

Workshops

O primeiro dia da LIFT foi reservado a um conjunto de workshops, nos quais nos podemos inscrever livremente, sem qualquer acréscimo no custo da inscrição. Dos 16 workshops propostos, acabei por escolher assistir ao “Getting Started in Consulting” com o Martin Roell, no perí­odo da manhã e ao “Building Social Applications” com o Stowe Boyd. Qualquer um dos 2 workshops foi muito bom. Diferentes, mas ambos muito enriquecedores. Se estiverem interessados em ter mais detalhes sobre estes workshops, podem consultar as notas da Stephanie Booth, nomeadamente:

1.º dia

O 1.º dia, já no CICG (International Conference Center), foi dedicado a diversas palestras, no qual gostaria destacar as excelentes intervenções do Lee Bryant, intitulada “Collective Intelligence inside the enterprise“, do Jan Chipchase – “Literacy, Communication & Design” e do Pierre Chappaz – “Media 2.0“.

Ainda sobre este dia, de referir que efectivamente Florence Devouard, na sua intervenção sobre a Wikipedia, afirmou que neste momento a Wikipedia só tinha dinheiro para mais 3 meses, porém existem vários responsáveis da Wikimedia Foundation que estão a trabalhar numa solução a 2 anos, pelo que a Wikipedia não tem o seu futuro comprometido.

Cheese FondueO 1.º dia terminou com o jantar de grupo, um tradicional fondue de queijo no Bains des paquis. Sendo um apreciador de queijo, gostei muito desta nova experiência, que irei tentar repetir em casa.

2.º dia

Em oposição ao 1.º dia, o 2.º dia da LIFT foi destinado aos painéis e aos openstages, slots que foram abertas há alguns meses para a participação de qualquer pessoa. Das várias propostas apresentadas, apenas as 8 mais votadas pelos LIFTers foram apresentadas.

Dos painéis, gostei particularmente do 1.º “The new economics of creation – How to make a living from creative work in the peer to peer and Youtube era?” e do “Dealing with technological overload – Is too much technology good for you? What are the consequences of our increasingly over-connected lifestyle?“.

Networking

Para além de todas as apresentações e debates da conferência, uma das facetas mais interessantes deste género de conferências é o networking, a possibilidade de conhecermos pessoas novas e reforçarmos as relações com outras que já conhecemos anteriomente. Este ano, a LIFT não fugiu à regra, pelo que tive o prazer de conhecer o Nuno Barreto, a Paula do O Barreto, o Colin Schlueter, a Nicole Simon, entre muitos outros e reencontrar o Stowe Boyd, o Thomas Madsen-Mygdal, o Mark Wubben, a Henriette Weber Andersen, a Dannie Jost, o David Galipeau, o Martin Roell, a Stephanie Booth entre outros.

Balanço final

Em sí­ntese foi uma óptima conferência, graças à excelente organização do Laurent e da sua enorme equipa. Tudo estava perfeito, os espaços da conferência, com mesas para quase todos os participantes, cadeiras de cabedal, microfones e auscultadores, o espaço LIFT+, as actividades extra-conferência, etc.

Próximo destino… talvez Reboot.

Após 2 idas a Genebra à LIFT, espero poder ir finalmente à Reboot, este ano, a mãe da LIFT e da SHiFT, que me desperta muita curiosidade, a avaliar pelos muitos comentários que ouço constantemente sobre a conferência organizada pelo Thomas.

P.S.: Obrigado ao Carlos Duarte, pela chamada de atenção para o erro ortográfico.

Mais informaçãoo sobre a LIFT07

LIFT07_008
Enquanto não tenho tempo para organizar as minhas notas sobre a conferência LIFT deste ano, aconselho-vos a acompanharem o que mais de relevante se falou nesta encontro, através da subscrição dos seguintes feeds RSS:

Entretanto, deixem-me referir desde já, que foi óptimo poder reencontrar várias pessoas que tinha conhecido na LIFT do ano passado ou na SHiFT em Portugal. A verdade é que é óptimo poder ocasionalmente trocar ideias com pessoas com realidades bem diferentes da nossa em Portugal.

Vídeo SHiFT #1: Luke Wroblewski

No blog da conferência SHiFT – Social and Human Ideas for Technology, que se realizou no final de Setembro de 2006, em Lisboa, já se encontra disponível o 1.º video, com a intervenção de Luke Wroblewski, intitulada “The Shifting Role of Design“. Nas próximas semanas iremos publicar os vídeos da SHiFT, um por semana, até que todos os vídeos estejam disponíveis on-line.

Para os interessados podem ver o vídeo do Luke W. no:

P.S.: Com a publicação do vídeo no Google Video e no Sapo Vídeos tenho mesmo de arranjar tempo para ver a apresentação do Luke, porque pelo feedback que tive deve ser bastante interessante.

Conferência Creative Commons

Creative Commons

Tal como já tinha sido anunciado nos últimos dias em diversos blogs (B2OB, Zone41, entre outros), realizou-se hoje na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, um seminário para assinalar o 4.º aniversário da Creative Commons e o lançamento da versão portuguesa das Licenças Creative Commons , denominado “Creative Commons na Sociedade do Conhecimento: O impacto dos primeiros 4 anos“, com a presença de Lawrence Lessig, o fundador do Creative Commons .

O programa da conferência era bastante atractivo, mas ao mesmo tempo um pouco ambicioso e longo, com uma sessão de abertura, 2 painéis, uma mesa redonda e uma de encerramento, num total de 15 oradores, em apenas uma manhã. Esta situação, associada ao facto de a conferência ter começado com um atraso superior a 30 minutos, fez com que a mesma acabasse perto das 14h30, sem ter sido possível colocar perguntas aos oradores.

No primeiro painel, foi possível assistir a uma brilhante intervenção, por parte de um excelente orador, Lawrence Lessig, fundador das licenças Creative Commons, Professor Catedrático da Universidade de Stanford e um especialista no impacto das tecnologias na sociedade e os novos desafios para o direito.

Numa intervenção muito rica e dinâmica, abordou diversos aspectos relacionados com os direitos de autor e a propriedade intelectual, que justificam inequivocamente a necessidade da existência das licenças Creative Commons. Entre outros aspectos, Lessig falou da Cultura Read-only, que domina o mundo analógico, no qual apenas temos permissão para “ler”, e da Cultura Read-Write, à qual a Internet nos está a permitir regressar, uma vez que as técnicas estão a ser democratizadas, tornando-se em ferramentas criativas, ferramentas de discurso livre. Porém para que a Cultura Read-Write, possa ser uma verdadeira realidade na web, é necessário que os utilizadores tenha liberdade para “re-criar”, fazendo remixs e mashups, como no caso dos Anime Music Videos.

De seguida, através da intervenção de Catharina Maracke pudemos conhecer a Creative Commons Internacional, no qual podemos ficar a saber que em todo o mundo, actualmente já existem mais de 150 milhões de licenças. John Wilbanks apresentou-nos o Science Commons, um projecto muito interessante, repleto de mais valias e vantagens para os investigadores de todo o mundo. Para finalizar o primeiro painel, Shigeru Miyagawa apresentou-nos o MIT OpenCourseWare, uma excelente iniciativa do MIT, no qual podemos ter acesso a toda informação dos cursos desta Universidade, incluindo videos das aulas, publicada sob uma licença Creative Commons.

A seguir ao Coffee-break, seguiu-se o painel “A Propriedade Intelectual na Sociedade do Conhecimento“, cuja keynote pertenceu a José Pacheco Pereira. Numa intervenção “intensa e assombrosa” (como lhe chamou o moderador do painel), Pacheco Pereira levantou uma série de questões relacionadas com a sociedade da informação e com Internet, com referências a diversos filósofos/sociólogos como Aristóteles, Nietzsche, Kafka, Hegel, Durkheim, McLuhan, Weber entre muitos outros. Porém as ideias que retive da sua intervenção (apesar de não serem as ideias chave), foram “a 1.ª rede moderna é a burocracia” e “a Internet é um sistema burocrático sem centro“.

Após a intervenção de 2 distintos juristas, que abordaram a propriedade intelectual e a sua protecção, passámos rapidamente para a mesa redonda, com a presença de Rita Espanha (Obercom), John Gonçalves (The Gift), Leonel Moura (Artista Plástico), Paulo Querido, João Paiva (Portal da ciência Mocho), João Correia de Freitas (Director do CRIE, M. Educação), Mário Cameira (Público), moderada por Vasco Trigo. De destacar o facto de os The Gift pretenderem disponibilizar mais de metade do seu repertório com Licenças Creative Commons, a posição liberal do Paulo Querido sobre a pirataria (que para mim foi uma novidade) e a intervenção esclarecida de Leonel Moura. Para este artista plástico, a propriedade intelectual de uma obra não é o mais importante para o autor, uma vez que este apenas conseguirá lucrar com a sua obra se tiver visibilidade e reconhecimento.

Em síntese, foi uma conferência interessante, sobretudo pela presença de Lawrence Lessig, a apresentação do projecto MITOpenCourseWare, e outras informações ocasionais.

Para finalizar, aproveito para vos informar que a partir de ontem, este blog passou a estar licenciado sob uma Licença Creative Commons “Atribuição-Uso Não-Comercial 2.5”, pelo que podem copiar, distribuir, exibir e executar os conteúdos deste blog, bem como criar obras derivadas.