A Saúde possível

Nota prévia 1: Este post surge na sequência do programa que acabei de assistir na TVI24, apresentado pela Judite de Sousa, com o Prof. Medina Carreira e a Eng.ª Isabel Vaz sobre a Saúde em Portugal.

Nota prévia 2: Eu tenho muito respeito pela esmagadora maioria das pessoas que trabalha em hospitais, centros de saúde e outra unidades médicas (a minha irmã é uma delas). Do mesmo modo, também tenho imenso respeito pelos bombeiros portugueses, os quais fazem muito com o pouco que vão tendo.

Brincar aos médicosUm dos assuntos que se abordou neste programa, foi o aparecimento de diversos hospitais por tudo o que era cidades. O exemplo que a Eng.ª Isabel Vaz utilizou foi a Grande Lisboa, onde nos últimos 15 anos, surgiram pelo menos 3 hospitais, estando previstos mais 2, nos próximos 2 anos.

Lembro-me de há vários anos, alguém ter comentado comigo que no tempo do Eng. Guterres surgiram 3 hospitais novos no Ribatejo, em Tomar, Abrantes e Torres Novas.

Num tempo, de vacas magras, para não dizer anoréticas mesmo, nenhuma população deste país aceitará de bom agrado o encerramento da sua unidade hospitalar.

Honestamente, será que a existência de uma unidade hospitalar na sua cidade será mesmo o mais importante? Não será bastante mais importante ter as populações servidas por unidades móveis  de emergência médica, devidamente equipadas, com equipas de paramédicos, que possam socorrer as pessoas em dificuldade, da melhor forma possível?

Lembro-me de há 10 anos, na cidade onde nasci, (que por sinal tem um pequeno hospital, sabe-se lá até quando), um homem se ter sentido bastante mal, a cerca de 600m do hospital. Após alguém ter ligado para o 112, esta pessoa acabou por ser socorrida por uma ambulância dos Bombeiros e por 2 bombeiros bastante inexperientes…

Confesso que não sei em que estado ficou este homem, mas pessoalmente preferiria ter sido socorrido por uma unidade móvel de emergência médica, com pessoal devidamente treinado para estas situações. Nem que para isso tivesse que no final ir para um hospital a 30 km ou mais.

Foto da autoria de StreetFly JZ.

  • http://twitter.com/JorgeOliveira Jorge Oliveira

    estás a ser redutor no papel do hospital (confusão com urgências), mas concordo que um em cada terra não é solução. centros de saúde bem equipados e com meios tecnicos e humanos bem geridos e bem enquadrados fazem a primeira linha da saúde

  • Dilla Luciano Ferreira

    Concordo plenamente consigo. De que nos valem tantos hospitais que depois nem sequer servem bem as populações?!? Precisamos de centros que tenham médicos capazes de fazer diagnósticos correctos e em tempo útil e depois reencaminham-se os pacientes para o Hospital que poderá tratar/curar/cuidar de cada caso especificamente, seja lá a que distância estiver.
    Dilla