Emel – Pagamento por multibanco

Logotipo da EMELDe acordo com uma notícia que ouvi esta manhã na Rádio Radar, brevemente será possível pagar o estacionamento em Lisboa, através de Multibanco, na sequência de um concurso que a EMEL irá lançar para a aquisição de novos parquímetros.

À primeira vista, esta notícia deveria deixar-me perplexo, pela falta de visão dos responsáveis desta empresa municipal, mas a verdade é que depois da minha experiência “camarária” de 8 anos, já nada me espanta.

A não ser que a realidade tenha mudado drasticamente nos últimos meses, a situação financeira da EMEL, se bem me recordo, não é famosa.

É claro, que a maioria dos lisboetas concorda que é necessário fazer alguma coisa para ultrapassar o problema dos muitos parquímetros avariados por essa Lisboa. Porém, será que a solução passa por gastar rios de dinheiro em parquímetros novos, que permitam pagar o estacionamento por Multibanco? Será que não seria mais viável, do ponto de vista estratégico e sobretudo financeiro re-activar o sistema de raspadinhas e sobretudo implementar um sistema de pagamento via telemóvel, algo que a equipa a que pertencia, propôs à EMEL há mais de 4 anos.

Não estamos propriamente a falar de “rocket science”. Estamos a falar de implementar um sistema central, no qual os utilizadores se registassem via web, referindo o seu n.º de telemóvel e o seu nib ou número de conta. Para activar o registo, o sistema enviaria uma sms com um código, que teria de ser devolvido também por sms. A partir desse momento, sempre que o utilizador estacionasse o carro numa zona de EMEL, bastava enviar uma sms para o sistema informando-o para começar a cobrar o estacionamento. No final, ao sair do estacionamento, bastaria enviar uma nova sms para terminar o período de cobrança. Nada mais simples.

É claro que para aqueles que acham que a maioria das pessoas se esqueceriam de enviar a segunda sms, informando o sistema do fim do estacionamento, poderiam ser implementadas opções complementares, como por exemplo sms automáticas do sistema, de 15 em 15m (ou qualquer outro intervalo temporal), solicitando ao utilizador uma confirmação de que o carro ainda se encontra estacionado num lugar da EMEL.

Existindo um acordo com as operadores de telemóveis, poderiam ser pensadas soluções alternativas, como por exemplo a inexistência da necessidade de um registo prévio, uma vez que o estacionamento seria debitado automaticamente no saldo do telemóvel.

Honestamente, o que acham que seria mais prático para os utilizadores e sobretudo mais económico de implementar?

Os Social Media em Portugal – segundo André Riberinho

André Ribeirinho No âmbito da série de artigos sobre os Social Media em Portugal, que estou a publicar no // Lisbon Lab, hoje irei apresentar as respostas do meu amigo André Ribeirinho, fundador do Adegga e autor do blog deLaranja.

1. Como caracterizas o panorama dos Social Media, em Portugal?

André Ribeirinho:Incluo como Social Media não só os blogs mas todos os canais de comunicação que permitem a intervenção dos leitores. Uns não existem sem os outros! Nessa perspectiva, durante 2007 e inicio de 2008, os Social Media tiveram uma evolução muito interessante. Pela primeira vez houve dois grandes sites que passaram a permitir aos utilizadores comentar as noticias (noticias.sapo.pt e www.publico.pt). O público acrescentou ainda a possibilidade de mostrar os blogs que linkaram para cada um dos artigos.

A nível de blogs, pela primeira vez, sente-se que existem vários tipos de comunidades de blogs (geek, politica, desporto) e em cada uma delas há um conjunto de blogs que se destaca. Para mim, isto indica que os blogs deixaram de ser um nicho pouco lido para passarem a fazer parte das leituras e comentários diários de muitos utilizadores.

2. Qual a maior lacuna no panorama dos Social Media portugueses?

André Ribeirinho: “Divulgação. Tirando o jornal Público mais nenhum orgão de comunicação nacional conseguiu da mesma forma perceber a influência e importância que os blogs, os comentários e outras forma de participação têm na forma como as notícias são dadas.

3. Como prevês a evolução dos Social Media nos próximos 5 anos?

André Ribeirinho: “Mais uma vez o Público teve um papel fundamental (até parece que trabalho lá). Sendo um jornal de referência, está a abrir caminho para uma maior abertura de outros orgãos de comunicação a este tipo de informação e relação com os leitores. Assim, penso nos próximos anos vamos ver alguns serviços de media tradicionais a integrarem mais ferramentas de novos media. Por outro acredito que vamos assistir a conversão de alguns blogs em meios meios mais profissionais.

Muito obrigado pela tua participação André.

Com a opinião do André fica concluída esta 1.ª série de artigos sobre os Social Media em Portugal. Como é óbvio, esta iniciativa não pretende ser mais nada, a não ser a recolha da opinião de algumas pessoas, sobre o panorama dos Social Media em Portugal. Caso tenham uma opinião diferente dos meus “convidados” ou uma definição diferente do que são os Social Media, participem neste blog, ou enviem-me um email para hugo.silva@lisbonlab.com.

Artigos anteriores desta série: