Notas sobre a LIFT

Tal como é possí­vel verificar em posts anteriores, na semana passada estive em Genebra, Suiça, a assistir à conferência LIFT.

Ao contrário do que tinha planeado inicialmente, acabei por não publicar notas sobre as várias intervenções a que a assisti, durante a conferência, por 2 motivos principais:

  • Tirar notas no portá¡til e publicá-las no blog durante as apresentações, na maioria dos casos, acaba por se traduzir na minha desatenção em relação à intervenção do orador, uma vez que rapidamente me vejo a navegar de página em página;
  • Nos intervalos das várias participações há tanta gente para conhecer, para falar, para trocar experiências, que não faz qualquer sentido, sentar-me a um canto, a publicar as minhas notas neste espaço.

Deixando para trás a forma, e avançando para a substância, devo dizer que a conferência foi muito boa, especialmente a componente informal, no qual podemos conhecer pessoas novas, com diferentes backgrounds, ideias e experiências de vida e reforçar os laços com outras que já tinha conhecido anteriormente. Na edição deste ano, estavam presentes cerca de 550 pessoas de 29 paí­ses, com a Suiça muito bem representada com 360 pessoas. Depois dos 4 representantes portugueses da edição de 2006, este ano já fomos 7. Pode ser que para o próximo ano, consigamos chegar aos 2 dí­gitos.

Workshops

O primeiro dia da LIFT foi reservado a um conjunto de workshops, nos quais nos podemos inscrever livremente, sem qualquer acréscimo no custo da inscrição. Dos 16 workshops propostos, acabei por escolher assistir ao “Getting Started in Consulting” com o Martin Roell, no perí­odo da manhã e ao “Building Social Applications” com o Stowe Boyd. Qualquer um dos 2 workshops foi muito bom. Diferentes, mas ambos muito enriquecedores. Se estiverem interessados em ter mais detalhes sobre estes workshops, podem consultar as notas da Stephanie Booth, nomeadamente:

1.º dia

O 1.º dia, já no CICG (International Conference Center), foi dedicado a diversas palestras, no qual gostaria destacar as excelentes intervenções do Lee Bryant, intitulada “Collective Intelligence inside the enterprise“, do Jan Chipchase – “Literacy, Communication & Design” e do Pierre Chappaz – “Media 2.0“.

Ainda sobre este dia, de referir que efectivamente Florence Devouard, na sua intervenção sobre a Wikipedia, afirmou que neste momento a Wikipedia só tinha dinheiro para mais 3 meses, porém existem vários responsáveis da Wikimedia Foundation que estão a trabalhar numa solução a 2 anos, pelo que a Wikipedia não tem o seu futuro comprometido.

Cheese FondueO 1.º dia terminou com o jantar de grupo, um tradicional fondue de queijo no Bains des paquis. Sendo um apreciador de queijo, gostei muito desta nova experiência, que irei tentar repetir em casa.

2.º dia

Em oposição ao 1.º dia, o 2.º dia da LIFT foi destinado aos painéis e aos openstages, slots que foram abertas há alguns meses para a participação de qualquer pessoa. Das várias propostas apresentadas, apenas as 8 mais votadas pelos LIFTers foram apresentadas.

Dos painéis, gostei particularmente do 1.º “The new economics of creation – How to make a living from creative work in the peer to peer and Youtube era?” e do “Dealing with technological overload – Is too much technology good for you? What are the consequences of our increasingly over-connected lifestyle?“.

Networking

Para além de todas as apresentações e debates da conferência, uma das facetas mais interessantes deste género de conferências é o networking, a possibilidade de conhecermos pessoas novas e reforçarmos as relações com outras que já conhecemos anteriomente. Este ano, a LIFT não fugiu à regra, pelo que tive o prazer de conhecer o Nuno Barreto, a Paula do O Barreto, o Colin Schlueter, a Nicole Simon, entre muitos outros e reencontrar o Stowe Boyd, o Thomas Madsen-Mygdal, o Mark Wubben, a Henriette Weber Andersen, a Dannie Jost, o David Galipeau, o Martin Roell, a Stephanie Booth entre outros.

Balanço final

Em sí­ntese foi uma óptima conferência, graças à excelente organização do Laurent e da sua enorme equipa. Tudo estava perfeito, os espaços da conferência, com mesas para quase todos os participantes, cadeiras de cabedal, microfones e auscultadores, o espaço LIFT+, as actividades extra-conferência, etc.

Próximo destino… talvez Reboot.

Após 2 idas a Genebra à LIFT, espero poder ir finalmente à Reboot, este ano, a mãe da LIFT e da SHiFT, que me desperta muita curiosidade, a avaliar pelos muitos comentários que ouço constantemente sobre a conferência organizada pelo Thomas.

P.S.: Obrigado ao Carlos Duarte, pela chamada de atenção para o erro ortográfico.

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