Person of the year 2006

The Time magazine as chosen the Person of the Year, and You are the winner. Congratulations.

I think Time magazine really understand the new web:

“The new Web is a very different thing. It’s a tool for bringing together the small contributions of millions of people and making them matter. Silicon Valley consultants call it Web 2.0, as if it were a new version of some old software. But it’s really a revolution.”

P.S.: I got this information on André’s blog.

BloggerView #11: Martin Röll

Martin RoellThe last but not least bloggerView of this year is with Martin Röll, a self-employed consultant, advising companies on new internet developments, knowledge work and management, and the author of the blog with the same name available at http://www.roell.net/weblog/. I have the opportunity to meet Martin in SHiFT, where he was one of the speakers. He also will be present at LIFT07, where he will give a workshop about “Getting Started in Consulting“, that I will attend. Enjoy his answers:

1.When did you start blogging? What were the main reasons that take you start blogging?
Martin R̦ll: I started blogging in February 2002. Before, I was always sending out emails with links to interesting websites to everybody. With the blog I wanted to relieve people of the steady flow of mail Рand at the same time make things easier for me.

2.Why did you choose to give your name to the blog’s name?
M.R.: At the time when I set up the blog, I still called myself an “E-Business Consultant”. So with “Das E-Business Weblog” I sort of wanted to “own”the name “E-Business”. 😉 That worked pretty well… the only problem was that 6 months later, nobody was interested in the word “E-Business” any more! 🙂 After that I was just too lazy to ever change the name.

3.Do you have any specific goals or objectives you want to achieve with your blog? What are they?
M.R.: It’s a wonderful place to get feedback on things I am thinking about. It’s also the easiest way to inform people who are interested in my work on what I do. I don’t really have any marketing goals associated with it although of course it also supports marketing my business as a consultant.

4.In your opinion, what role could blogs play in the future, for instance at companies or at schools?
M.R.: I see most potential in blogs as personal journals. They can help employees or students to organise their information, to share it with others and to communicate with others over the things they are working with. More and more work we do is concerned with learning and using, “creating” or transferring knowledge. As I once wrote [1], blogs can be tremendously helpful in supporting that kind of work.
[1] http://www.roell.net/publikationen/distributedkm.shtml

5.What do you think will be the future of blogs over the next couple of years?
M.R.: We will see more and more topical niche blogs coming up and more and more professional blogging. Most of this will be pretty boring. More interestingly, we will see developments of other forms of publications than the “blogs” we see today, that will be like blogs, but be more and different. Some blogs will develop from trivial publishing tools into something more sophisticated and better suited for the things we want to do with them.

6. How many feeds do you have on your news aggregator? What news aggregator do you use? Why?
M.R.: Hm, let’s see: 350 feeds in RssBandit. I haven’t used it in about two weeks I think. When I am really busy in projects, I don’t use the aggregator much. In other times I use it daily.
I use RssBandit, because it can cope with lots of feeds, is reasonably fast and works offline too. I like to read feeds when I am travelling, so an offline reader suits me best.

7. What do you think about RSS? What role do you think RSS can play in future, for instance in the relation between government and citizens?
M.R.: I don’t really think RSS will improve government-citizen-relations much. It is an opportunity for the administration to inform citizens better and an opportunity for citizens to stay in touch closer, but it will be a long way.

Aggregation in general is important however and will gain even more importance in the future. Everybody gets exposed to more and more information. RSS-aggregation is a good way to cope with that.

8. What do you think is the most important thing happening in the Web, now? Why?
M.R.: I see more and more people use the Web to find out what they want, find people to support them and pursue their goals. This liberation and this better realization of the potential of more and more humans to me is the most important thing happening on the Web right now.

9. Beside blogs, do use other social software, like Flickr, Del.icio.us, Diigo, LinkedIn, or any other?
M.R.: Yes! Here we go:

http://flickr.com/photos/martinroell/
http://del.icio.us/martinroell/
https://www.xing.com/profile/Martin_Roell
http://www.linkedin.com/ppl/webprofile?action=vmi&id=2674

10. Are we really dealing with a new web, a more social one, or do you think we are facing another bubble?
M.R.: Both, really. The web is changing. It’s not “a new web”, but the power is shifting and that is a significant development. Sadly, some people get it wrong and are becoming a little overexcited. I fear that there will be some similar developments as in the nineties. Actually, a lot of my current work focuses on helping companies prevent making the mistakes they made in ’98 again, so maybe if I work hard enough, we can keep the size of that bubble under control. 😉

Conferência Creative Commons

Creative Commons

Tal como já tinha sido anunciado nos últimos dias em diversos blogs (B2OB, Zone41, entre outros), realizou-se hoje na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, um seminário para assinalar o 4.º aniversário da Creative Commons e o lançamento da versão portuguesa das Licenças Creative Commons , denominado “Creative Commons na Sociedade do Conhecimento: O impacto dos primeiros 4 anos“, com a presença de Lawrence Lessig, o fundador do Creative Commons .

O programa da conferência era bastante atractivo, mas ao mesmo tempo um pouco ambicioso e longo, com uma sessão de abertura, 2 painéis, uma mesa redonda e uma de encerramento, num total de 15 oradores, em apenas uma manhã. Esta situação, associada ao facto de a conferência ter começado com um atraso superior a 30 minutos, fez com que a mesma acabasse perto das 14h30, sem ter sido possível colocar perguntas aos oradores.

No primeiro painel, foi possível assistir a uma brilhante intervenção, por parte de um excelente orador, Lawrence Lessig, fundador das licenças Creative Commons, Professor Catedrático da Universidade de Stanford e um especialista no impacto das tecnologias na sociedade e os novos desafios para o direito.

Numa intervenção muito rica e dinâmica, abordou diversos aspectos relacionados com os direitos de autor e a propriedade intelectual, que justificam inequivocamente a necessidade da existência das licenças Creative Commons. Entre outros aspectos, Lessig falou da Cultura Read-only, que domina o mundo analógico, no qual apenas temos permissão para “ler”, e da Cultura Read-Write, à qual a Internet nos está a permitir regressar, uma vez que as técnicas estão a ser democratizadas, tornando-se em ferramentas criativas, ferramentas de discurso livre. Porém para que a Cultura Read-Write, possa ser uma verdadeira realidade na web, é necessário que os utilizadores tenha liberdade para “re-criar”, fazendo remixs e mashups, como no caso dos Anime Music Videos.

De seguida, através da intervenção de Catharina Maracke pudemos conhecer a Creative Commons Internacional, no qual podemos ficar a saber que em todo o mundo, actualmente já existem mais de 150 milhões de licenças. John Wilbanks apresentou-nos o Science Commons, um projecto muito interessante, repleto de mais valias e vantagens para os investigadores de todo o mundo. Para finalizar o primeiro painel, Shigeru Miyagawa apresentou-nos o MIT OpenCourseWare, uma excelente iniciativa do MIT, no qual podemos ter acesso a toda informação dos cursos desta Universidade, incluindo videos das aulas, publicada sob uma licença Creative Commons.

A seguir ao Coffee-break, seguiu-se o painel “A Propriedade Intelectual na Sociedade do Conhecimento“, cuja keynote pertenceu a José Pacheco Pereira. Numa intervenção “intensa e assombrosa” (como lhe chamou o moderador do painel), Pacheco Pereira levantou uma série de questões relacionadas com a sociedade da informação e com Internet, com referências a diversos filósofos/sociólogos como Aristóteles, Nietzsche, Kafka, Hegel, Durkheim, McLuhan, Weber entre muitos outros. Porém as ideias que retive da sua intervenção (apesar de não serem as ideias chave), foram “a 1.ª rede moderna é a burocracia” e “a Internet é um sistema burocrático sem centro“.

Após a intervenção de 2 distintos juristas, que abordaram a propriedade intelectual e a sua protecção, passámos rapidamente para a mesa redonda, com a presença de Rita Espanha (Obercom), John Gonçalves (The Gift), Leonel Moura (Artista Plástico), Paulo Querido, João Paiva (Portal da ciência Mocho), João Correia de Freitas (Director do CRIE, M. Educação), Mário Cameira (Público), moderada por Vasco Trigo. De destacar o facto de os The Gift pretenderem disponibilizar mais de metade do seu repertório com Licenças Creative Commons, a posição liberal do Paulo Querido sobre a pirataria (que para mim foi uma novidade) e a intervenção esclarecida de Leonel Moura. Para este artista plástico, a propriedade intelectual de uma obra não é o mais importante para o autor, uma vez que este apenas conseguirá lucrar com a sua obra se tiver visibilidade e reconhecimento.

Em síntese, foi uma conferência interessante, sobretudo pela presença de Lawrence Lessig, a apresentação do projecto MITOpenCourseWare, e outras informações ocasionais.

Para finalizar, aproveito para vos informar que a partir de ontem, este blog passou a estar licenciado sob uma Licença Creative Commons “Atribuição-Uso Não-Comercial 2.5”, pelo que podem copiar, distribuir, exibir e executar os conteúdos deste blog, bem como criar obras derivadas.

Tara Hunt interviewed at CenterNetworks

Tara Hunt, Citizen Agency Co-Founder, author of the blog HorsePigCow and one of the best Internet marketers (perhaps maybe I should define her as a marketer 2.0?) gave a great interview at CenterNetworks. I specially like this part, that summarizes her vision about what is Marketing, and what’s the best approach to get in the market:

Tara Hunt“From my perspective, marketing isn’t about creating ‘buzz’ or ‘viral messages’ – it’s about building great stuff with the intent you are going to fill a need for people, then celebrating each and every person who comes along and connects with your vision.

We look at three things that have to be balanced in your approach: Environment, Product and Communication/Community. The environment is something you can’t change, but should be aware of. The product is totally within your control. There are tons of factors here: is it too complicated? Useful? How is the design? Interoperable? Etc. Communication is all about how well you listen. What you offer your community members. It has to be a win-win situation. It isn’t about broadcasting, it is about conversing.”

You can read the interview at http://www.centernetworks.com/interview-with-tara-hunt-citizen-agency.

Image uploaded on March 7, 2006 by miss_rogue

Le Web 3


Le Web 3
Como deverão saber, realizou-se em Paris, nos últimos dias o Le Web 3, onde estavam inscritos cerca de 1000 participantes de todo o mundo, principalmente bloggers.

Tal como a Mónica, também ainda não foi este ano que pude estar presente. Porém, pelos comentários que li no post http://blogs.opml.org/tommorris/2006/12/12 que tive acesso através do post LeWeb, Non; Reboot, Oui (or is it “Si”?) do Stowe Boyd, parece-me que esta conferência não iria corresponder às minhas expectativas, sobretudo porque me parece não ser o meu tipo de conferência. Pessoalmente prefiro o modelo da LIFT, onde estive presente este ano e que irei repetir em Fevereiro e da Reboot, onde espero, finalmente, poder estar presente no próximo ano.

Em relação à Le Web 3, de acordo com estes comentários, é realmente uma pena, que com uma audiência tão vasta, não tenha sido uma conferência diferente e mais enriquecedora.

Conferência Wireless Cities 2006

Cannes - Wireless CitiesTal como tinha referido no meu penúltimo post, na semana passada estive em Cannes, França, numa conferência sobre cidades Wireless. Porém ao contrário do que tinha pensado, não me foi possível ir relatando a evolução da conferência, uma vez que apesar de se tratar de um evento sobre Wireless, apenas existia uma rede Wi-Fi aberta disponível no 4.º piso do “Palais des Festivals“, na área dos expositores.

Apesar de não ser o meu tipo de conferência, demasiado formal, foi uma conferência muito interessante. No entanto, foi interactiva o suficiente para conhecermos e falarmos com algumas pessoas e estabelecermos alguns contactos.

Nos 3 dias em que se realizou a conferência e o workshop pré-conferência a que assisti “Public-Private Partnership“, pude conhecer os mais importantes projectos wireless que estão a ser implementados por esse mundo fora, como é o caso de Filadélfia, São Francisco, Phoenix ou Portaland, nos Estados Unidos, e ainda Londres, Amesterdão, Paris, Barcelona e Moscovo na Europa, entre muitos outros, como a futura eco-cidade Dongtan na China.

Em síntese, independentemente do modelo de negócio, da estratégia de preço ou das tecnologias utilizadas, tudo parece indicar que o futuro, a curto ou a médio prazo, irá passar por cidades ou regiões com redes wireless, muito provavelmente Wi-Fi, que permitirão uma total mobilidade para os utilizadores da Internet.

Por último, resta-me dizer que Cannes é uma cidade bem simpática, bem organizada, com uma marginal muito agradável junto ao mar mediterrâneo e uma marina enorme com barcos, veleiros e iates, verdadeiramente impressionantes.