Toyota Prius

Graças ao patrocínio da Toyota à  conferência SHiFT, durante alguns dias tive a oportunidade de conduzir um Toyota Prius.

Devo confessar que não era propriamente um carro que me despertasse muito interesse ou mesmo curiosidade, pelo menos até há algum tempo atrás, quando o Pedro partilhou comigo algumas das funcionalidades do Prius.

Pois bem, com base na minha experiência, devo dizer que o Prius é verdadeiramente impressionante. Antes de mais, e como argumento principal, o Prius é um verdadeiro hí­brido, uma vez que tem 2 motores, um a gasolina e outro eléctrico. Sendo que é possível o carro utilizar o motor eléctrico, sozinho ou em complemento ao motor a gasolina. As baterias estão constantemente a carregar, incluindo nas travagens. Assim uma das coisas que mais gostei neste carro foi o seu silêncio no arranque, graças ao facto de o Prius arrancar apenas com o motor eléctrico. É tão silencioso que os passageiros e/ou as outras pessoas acham que o carro não está ligado ou foi abaixo.

Além disto existem outras características muito interessantes:

  • O computador de bordo é excelente, simples e bastante prático, mas com tudo  o que é necessário: visualização do desempenho dos motores, consumos de energia, controlo da climatização, controlo do sistema áudio, GPS, etc, tudo com um óptimo interface;
  • Mudanças automáticas, do qual eu sou totalmente fã. Confesso que não percebo porque é que os carros ainda não são todos com mudanças automáticas ou no mínimo electrónicas ou sequenciais;
  • Uma câmera na traseira do carro, que é automaticamente activada, sempre que a marcha-atrás é engatada. Através desta câmera, é ainda possível definir onde queremos estacionar o carro, deixando o Prius estacionar-se sozinho. Pode parecer incrível, mas acreditem que funciona mesmo;
  • Entre muitas outras…

Mas nada melhor do que verem pelos vossos próprios olhos, algumas destas características:

E já agora, podem ver como o Prius se estaciona (quase) sozinho:

Para mim, passou a ser um dos meus carros preferidos.

  • http://tudo-sobre-nada.blogspot.com Carlos Rodrigues

    “Confesso que não percebo porque é que os carros ainda não são todos com mudanças automáticas ou no mínimo electrónicas ou sequenciais;”

    Apesar de a esmagadora maioria dos carros vendidos nos EUA funcionar com mudanças automáticas, há já várias décadas, na europa os consumidores recusam-nos sistematicamente (muitos modelos têm variantes com caixa automática, mas não vendem quase nada).

    Os consumidores europeus parecem preferir carros com um “feel” mais desportivo, e logo, com caixa manual. E isto não é uma questão de tecnologia, ou de redução de custos, pois muitos carros já dispôem de componentes mecânicos tão ou mais avançados do que as caixas automáticas, e as pessoas não se importam de pagar por eles… Por exemplo, os diferenciais automáticos em modelos com tracção às quatro rodas não-permanente, que ligam a transmissão para as rodas de trás em fracções de segundo quando tal é necessário (para um exemplo dispendioso: Audi TT).

    Falando por mim, eu definitivamente prefiro a caixa manual às caixas automáticas. Não sou nenhum fanático dos automóveis, mas gosto de controlar livremente a “força” que o carro aplica em cada situação, e não depender de definições pré-determinadas de “desportivo” ou “económico”.

    Quanto às caixas sequenciais sem pedal de embraiagem… nos primeiros tempos de carta até poderia dizer que são interessantes, mas agora simplesmente não me parecem valer o custo acrescido (como eu disse, eu gosto de caixas manuais).

  • http://www.flickr.com/photos/nunol/ Nuno

    Eu tambem acho piada ao Prius (e ‘a 1 ano atras pensei em comprar um), mas tem dois problemas fundamentais:

    * estupidamente caro para o carro que e’,
    * nao e’ tao economico como se pensa (apesar de ser hibrido),

    Tenho um casal de amigos que teem um, e ‘a uns tempos atras fizemos uma viagem de cerca de 600km. Saimos ambos do mesmo sitio, eles com o deposito cheio, eu com o deposito a 4/5. Eles pararam para encher o deposito, eu cheguei la’ com o deposito a 1/3 (Volvo V50 2.0D) 🙂

  • http://blog.karlus.net Carlos Jorge Andrade

    Mudanças automáticas, do qual eu sou totalmente fã. Confesso que não percebo porque é que os carros ainda não são todos com mudanças automáticas ou no mínimo electrónicas ou sequenciais;

    Porque ainda há quem goste de conduzir a carregar num pedal. 😉 Se bem que sou fã das sequenciais, mas só pedal é que não.
    Besides, ao Prius só lhe falta uma coisa… design. Mas isso já um mal geral da Toyota.

  • http://www.hci-u.blogspot.com Bruno Júlio

    Como feliz proprietário de um Toyota há 5 anos, um Yaris Luna, devo confessar que admiro esta tecnologia do Prius, e a atitude da Toyota que a nível global conseguiu impor este veículo num mercado cheio de automóveis movidos a gasolina, os EUA. A minha sensibilidade para as questões ambientais está cada vez mais presente, e decerto terei em conta um veículo deste género no futuro (distante ainda…).

    Por outro lado vejo que a Toyota está a apostar no patrocínio de eventos – SHIFT -, os quais em Portugal não é muito normal ver em marcas automóveis. Por exemplo a Alfa Romeo anunciou recentemente que quer apostar mais em regatas de veleiros e golf… dah!

    Este post no lisbonlab a falar do Prius não é “inocente”… Não me levem a mal!. Pelo contrário, acho que é uma prova de alguma maturidade no mercado Português haver equipas de Marketing (da Toyota) que apostam na blogosfera como meio de promoção dos seus produtos. E se estes patrocínios permitirem a realização de conferências como a SHIFT (que colocou Lisboa no panorama global) então óptimo!… No próximo ano tentarei estar presente! 🙂

  • http://blog.lisbonlab.com Hugo

    1. Carlos Rodrigues
    Eu percebo o que queres dizer, porém acho que comparando com outras áreas e outras máquinas, o modo de condução não evoluiu, como a tecnologia poderia permitir. E em síntese, para mim, a tecnologia deve ser um facilitador/simplificador, o que nos automóveis poderia e deveria passar por sistemas de mudanças automáticas ou no mínimo sequenciais e, mesmo, sistemas de auxilio ao estacionamento.

    2. Nuno… acredito que o Prius em viagens longas não seja tão económico como Volvo V50 2.0 D, porém… é preciso ter em atenção que os depósitos dos 2 carros não são iguais. Pela minha experiência, em cidade, o consumo foi excelente.

    3. Carlos – é verdade que o Prius não é bonito, mas pessoalmente acho que isso se torna secundário com o tempo e quem sabe, pode ser que, com uma futura versão seja mais interessante visualmente.

    4. Bruno Júlio
    Acredita que o meu post é tão inocente como um dos meus posts anteriores sobre a Nintendo Wii. Por norma digo bem das coisas que gosto e critico as coisas que não me agradam ou que me desiludem, como será o caso de um futuro post sobre o HP Ipaq HW6915, que tive a oportunidade de testar há umas semanas e que me desiludiu.

  • José Ferrão

    Carlos Rodrigues, é verdade que o Prius entra num mercado portuguêss muito virado para o baixo consumo dos diesel e para um certo fetichismo do automóvel, ligado ao conceito de performance rápida e design de moda, pelo que não pode competir. Mas a culpa não é do Prius, que tem uma relação consumo, defesa ambiental, tecnologia muito bom, que as pessoas desconhecem.
    Tivesse o Estado outra postura em termos de investimento na defesa do ambiente e não só estritamente na obtenção (inelutável) de equilibrio orçamental`muito à custa do automóvel, começaria a ver-se circular estes veículos em maior número.
    Nuno, o deposito do Prius enche-se com 42 L, mas a média de Km que se faz com eles varia entre os 600 e os 700 km, na minha experiência, e isto sem grandes preocupações de contenção, na cidade ou na estrada. Se comparar com os meus Lancia Dedra ou Lybra (excelente carro) anterior, posso dizer que deixei de me preocupar com o consumo.
    A caixa automática enfrenta outro dos equivocos dos portugueses ao volante, alegadamente porque encarece o preço, aumenta o consumo e porque é bom “sentir” o carro, leia-se, chiar um pouco no arranque e ultrapassar num ápice.
    Garanto-vos que após conduzir com uma moderna caixa automática electrónica variável, ainda mais tendo ao dispor um binário até às 1500 rotações de 400 nM (Prius), ao constatar ver que se bate qualquer carro nos semáforos, que se ultrapassa com segurança (desde que se possa!), e que se tem um infinito conforto no para e arranca da cidade, estes (pre)conceitos desaparecem ao fim de muito pouco tempo (meia hora?)

  • http://prius-pt.com João Prates

    Olá a todos.

    Convido-vos a juntarem-se ao maior grupo de amigos e proprietários de Prius em Portugal, o Prius-PT em http://prius-pt.com

    Lá poderão ver respondidas todas as vossas questões e dúvidas, e poder partilhar convosco as maravilhosas esperiências que se têm com este carro.

    Grande abraço,

    João Prates
    jprates@prius-pt.com

  • Ricardo

    LOL nuno, como podes comparar o deposito de um volvo 2.0 a gasoleo com o prius 1.5 a gasolina, os preços de combustivel são muito diferentes
    Conduzo um Prius de MAio de 2007,
    Cumprimentos
    Ricardo Torres

  • http://prius-pt.com João Prates

    Caro Nuno,

    Se calhar era melhor ver primeiro qual a capacidade do depósito do Prius não acha? É que não vejo nada de estranho no facto do carro com o depósito mais pequeno ficar sem combustível mais cedo. Para além disso a reserva do Prius começa muito cedo (mais de 100km de autonomia), o que concerteza não acontece no seu, e os seus amigos devem ter reabastecido sem se aperceberem que ainda tinham muita gasolina no depósito. Para além disso sugiro que o amigo Nuno experimente fazer circuito urbano na sua V50 ao lado dos seus amigos, e depois volte aqui para dizer quantas vezes teve de reabastecer por cada depósito do Prius…

  • MS

    Em resposta ao Nuno.

    Um Prius faz cerca de 100km de autonomia, abastecer ao final de 600km ou não estava cheio ou então foi antes do tempo.

    No entanto, gasta sempre menos do que o Volvo, em qualquer condição.

  • MS

    Eu queria dizer 1000km de autonomia.

  • http://www.hci-u.blogspot.com/ Bruno Júlio

    Como feliz proprietário de um Toyota há 5 anos, um Yaris Luna, devo confessar que admiro esta tecnologia do Prius, e a atitude da Toyota que a nível global conseguiu impor este veículo num mercado cheio de automóveis movidos a gasolina, os EUA. A minha sensibilidade para as questões ambientais está cada vez mais presente, e decerto terei em conta um veículo deste género no futuro (distante ainda…).

    Por outro lado vejo que a Toyota está a apostar no patrocínio de eventos – SHIFT -, os quais em Portugal não é muito normal ver em marcas automóveis. Por exemplo a Alfa Romeo anunciou recentemente que quer apostar mais em regatas de veleiros e golf… dah!

    Este post no lisbonlab a falar do Prius não é “inocente”… Não me levem a mal!. Pelo contrário, acho que é uma prova de alguma maturidade no mercado Português haver equipas de Marketing (da Toyota) que apostam na blogosfera como meio de promoção dos seus produtos. E se estes patrocínios permitirem a realização de conferências como a SHIFT (que colocou Lisboa no panorama global) então óptimo!… No próximo ano tentarei estar presente! 🙂