Campanha mediática – “A Marca”

Desde a passada 6.ª feira que em todo o país, de norte a sul, é possível encontrar marcas brancas no chão, no âmbito da mega campanha mediática “A Marca” da responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Cardiologia.

Sociedade Portuguesa de Cardiologia

Sociedade Portuguesa de Cardiologia

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia lançou, no dia 3 de Março, uma mega campanha mediática dirigida a elevar o grau de percepção da população portuguesa para o facto das doenças cardiovasculares constituírem a principal causa de morte em Portugal.

Contando com o apoio da AstraZeneca Cardiovascular, a campanha baseia-se primordialmente na colocação de 5000 marcas de contornos de corpos de vítimas com o dístico anexo, em zonas de grande fluxo pedonal, distribuídas de norte a sul de Portugal. Esta campanha foi denominada como A Marca essencialmente pelo formato da marca colocada nos vários locais públicos. Por outro lado, pretende-se que esta campanha constitua uma marca na atenção dos portugueses para os problemas das doenças cardiovasculares.

Os meus parabéns pela excelente campanha. Esperemos que produza os efeitos esperados nos portugueses.

Mais informações em http://www.spc.pt/spc/index.aspx.

PublicidadeSociedade Portuguesa de Cardiologia

  • Nuno

    olá

    Como viajo no metro de Lisboa todos os dias foi impossível não reparar na campanha, o que deverá ser um sinal positivo para quem a idealizou. No meu caso, não é assim – pois… não se pode agradar a todos!

    Não obstante a nobreza do objectivo e o prestígio da instituição, acho que o meio é abusivo, suspeito que contrário à norma na publicidade e abre precedente perigoso.

    Por um lado, a imagem do contorno da vítima é algo que é usado pelas forças de segurança em caso de acidente. O recurso a essa imagem sem uma menção explícita “(PUB)” parece-me errado e contrário às normas da publicidade. Para mim, isto é análogo a usar sinais de trânsito a orientar as pessoas para a minha loja.

    Em segundo lugar, e aquilo que me preocupa mais, é que a publicidade saltou desde o painel especificamente reservado para o efeito para o chão da rua (da estação do metro, que para mim é igual). Pelo que vejo em outras cidades, temos mais “muppis” do que plantas da cidade. Temos prédios em obras tapados por lençóis gigantes com anúncios. Temos ecrans gigantes em frente à autoestrada. Vamos ocupar TUDO com anúncios?

  • http://www.lisbonlab.com Hugo

    Caro Nuno, 1.º Em relação às normas da Publicidade, também acho que deveria estar presente a referência PUB. É claro que acho excelente a campanha, por que a entendo como uma excepção na utilização de um espaço que tradicionalmente não é um espaço publicitário. No entanto, não veria com bons olhos a utilização deste espaço numa base regular. 2.º Consigo perceber a tua preocupação em relação à abundância de publicidade pelas cidades. Concordo ctg que realmente faltam mapas da cidade em Lisboa, no entanto não acham que existam assim muito mais MUPIS que noutras capitais europeias. Acham que, isso sim, existem muito mais outdoors, um exagero mesmo. Em relação às telas a cobrir prédios em obras e prédios abandonados, eu acho uma boa ideia, principalmente quando os donos dos prédios não tem possibilidades ou vontade de reabilitar os prédios e/ou quando a CML não tem fundos ou legitimidade para ela própria intervir na reabilitação desses mesmos prédios.