Encerramento do BlogReporters

Após 6 meses de existência, o projecto BlogReporters fecha as suas portas.

Tenho por filosofia de vida, nunca desistir de nada, no entanto, por vezes temos de reconhecer os nossos erros. Não me arrependo de ter lançado o BlogReporters, porém devo reconhecer que tive alguma ingenuidade em avançar com este projecto.

Eis os principais motivos para o encerramento do projecto BlogReporters:

1. Antes de mais, pessoalmente não tenho tido, nem prevejo que venha a ter, a disponibilidade temporal que um projecto deste género e com este modelo necessita para ter sucesso, sobretudo quando além da minha ocupação profissional, este ano, tenho uma dissertação de mestrado para concluir e uma conferência internacional sobre novas tecnologias para co-organizar.

2. O patrono pensado para o projecto que inicialmente aceitou o convite, nunca mais se mostrou disponível para este projecto. Ao mesmo tempo, apenas dois jornalistas aceitaram o convite para colaborar com o BlogReporters, assumindo o papel de Editores, nas áreas de Desporto e Tecnologia, uma peça importante em todo o modelo de publicação. Os jornalistas convidados para as restantes áreas (“Nacional”, “Política”, “Economia” e “Cultura/Lazer”) recusaram colaborar ou simplesmente não responderam ao convite. Em consequência, até à data apenas existem quatro artigos publicados.

3. Apesar de ter existido uma grande adesão ao projecto, de alguns colaboradores terem demonstrado alguma pro-actividade e dinamismo, através da submissão de textos de qualidade, a maioria dos autores não submeteu para publicação um único texto.

4. Neste momento, as pessoas para quem este projecto foi pensado (principalmente estudantes de jornalismo e outros candidatos a jornalistas) tem diversas ferramentas à sua disposição, através das quais podem demonstrar todo o seu valor, como a WikiNews, o DoMelhor, o Digg ou o Newsvine, para não falar de que podem sempre criar o seu próprio blog.

Continuo a acreditar que existe espaço em Portugal para um projecto deste tipo (seja ele suportado num blog ou em qualquer outra plataforma), um projecto em que voluntários escrevem e publicam conteúdos de qualidade, artigos de opinião, entrevistas, reportagens, foto-reportagens, etc. No entanto, para que um projecto deste tipo tenha sucesso é necessário ter uma equipa de administração coesa, com muita disponibilidade para este desafio e sobretudo que os colaboradores tenham iniciativa, porque no final de contas, o sucesso ou insucesso deste tipo de iniciativas está sempre dependente do seu empenho.

Quem sabe no futuro, noutro contexto e com outras circunstâncias não possamos criar um projecto desta natureza, com sucesso, em Portugal?

BlogReporters

Reboot8

De acordo com informação oficial da organização, disponível na wiki do evento, a Reboot deste ano vai realizar-se, em Copenhada, nos dias 1 e 2 de Junho, respectivamente 5ª e 6ª feira.

O tema deste ano é bastante apelativo, “Renascença?”, algo que o Thomas Madsen-Mygdal, organizador do evento, já tinha de alguma forma aflorado na LIFT, em Genebra. Na minha interpretação, “Renascença?”, na perspectiva de que será que estamos no início um novo período de redescoberta e revitalização. Nas palavras do Thomas…

The theme for reboot8 is "renaissance?" – as in renaissance-question-mark. As in renaissance = rediscovery and revitalization. Question mark because it’s a big word and a question to explore whether it’s real, but renaissance because it seems as a healthier and more challenging perspective than the current bubble easy-reality buzzwords currently flowing around. So reboot8 is like reboot7 a journey into the interconnectedness of creation, participation, values, openness, decentralization, collaboration, complexity, technology, p2p, humanities, connectedness and many more areas. Applied towards us as individuals, citizens, teachers, culture workers, entrepreneurs, creators and change makers.
It feels like we more should think a lot about the emerging new models and how we can help shape them, instead of focusing on how the new models are superior to the current models.

Depois de no ano passado, apenas ter ouvido falar da Reboot, no fim, da excelente experiência da LIFT, do tema desafiante proposto pelo Thomas, vou fazer todos os possíveis por poder estar presente e aproveitar para conhecer a cidade de Copenhaga. Alguém interessado em acompanhar-me?

Mais informações em:
http://reboot.dk/

Thomas Madsen-MygdalReboot8LIFT

Espaço Pirata – Momento mágico

Lembram-se de série infantis como o “Marco” ou “As Misteriosas Cidades De Ouro”, ou anúncios publicitários da “BIC” ou do “Quitoso”? Pois bem, Paulo Ferreira criou um espaço muito interessante que reúne um valioso conjunto de jingles de anúncios publicitários, séries infantis e juvenis e músicas dos anos 70, 80 e da primeira metade da década de 90, chamado “Espaço Pirata – Momento mágico”, em http://www.misteriojuvenil.com/piratas_momentomagico.htm.

“Este vai ser um verdadeiro “Momento Mágico”, iremos recuperar a publicidade e as músicas que se ouviam nos anos 70, 80 e na primeira metade da década de 90. Recordar os spots televisivos e radiofónicos, assim como as músicas que nos encantaram na infância. As séries de animação, os programas para os mais pequenos, um mundo de recordações que até agora só estava na nossa memória. Nesta primeira fase os spots somente terão áudio e posteriormente irão ter a respectiva imagem em WMV (Windows Media Vídeo), que também pode ser lido no Real Player.”

Esta iniciativa engloba-se num projecto mais vasto chamado o “Mistério Juvenil”, disponível em http://www.misteriojuvenil.com/.

“Este website foi concebido somente para apoiar os entusiastas das histórias de Enid Blyton, Robert Arthur e tudo sobre a nossa infância. Não tem fins comerciais.”

A não perder, sobretudo para quem quer reviver recordações de infância. Obrigado Paulo.
(Obrigado Joaquim pelo envio do email com o link)
série infantisjinglesanúncios publicitários

Mini-inquérito sobre a Sociedade de Informação

Na semana anterior à ida para a LIFT, fui contactado pela jornalista Nídia Silva da revista Media XXI, solicitando-me que respondesse a um mini-inquérito sobre a temática da Sociedade de Informação, a ser publicado no número do mês de Fevereiro

Eis as minhas respostas ao mini-inquérito, que poderá encontrar no número de Fevereiro da revista Media XXI:

1) Quais os principais entraves actuais à prossecução de uma verdadeira Sociedade da Informação em Portugal?
No meu entender, existem vários entraves para a prossecução de uma verdadeira Sociedade da Informação em Portugal. A Sociedade da Informação é um conceito que se usa amiúde, mas que julgo que ainda ninguém explicou correctamente aos portugueses, em geral, e aos empresários, em particular, do que se trata. A Sociedade da Informação não consiste apenas na massificação da utilização da Internet, quer se trate de banda estreita ou banda larga.

Na minha perspectiva um dos principais entraves à Sociedade de Informação em Portugal, é o grau de iliteracia dos portugueses, tanto a iliteracia tradicional, como a iliteracia informática. De acordo com dados de 2004, apenas 41 % dos agregados familiares possuem um computador e apenas 26% têm acesso à Internet, o que se traduz no facto de apenas 43% da população portuguesa seja utilizadora da Internet.

A qualidade do ensino em Portugal, sobretudo do Ensino Secundário, por norma caracterizado por ser pouco exigente, que não premeia os bons alunos, associado ao acesso ao Ensino Superior baseado num sistema de “Numerus Clausus”, no meu entender totalmente ultrapassado, e um modelo de financiamento das Universidades totalmente desajustado da realidade é igualmente um entrave à Sociedade de Informação.

No contexto empresarial, a utilização das novas tecnologias está longe de ser uma realidade efectiva. Segundo os dados do Inquérito à Utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Empresas de 2004, apenas 50% das empresas com actividade económica tinham acesso à Internet através de Banda Larga. No entanto, mais grave é que de acordo com o mesmo estudo, apenas 30% das empresas portuguesas marcavam presença na Internet.

Do mesmo modo, são raras as empresas portuguesas que investem verdadeiramente em Investigação e Desenvolvimento (I&D ou R&D), de forma a poderem aumentarem a sua competitividade internacional, através da melhoria da qualidade dos seus produtos ou através da introdução de produtos/serviços inovadores no mercado.

Também as relações/parcerias entre as empresas e as Universidades, onde nos últimos anos temos assistido ao aparecimento de excelentes centros de competências, como nos casos do Instituto Superior Técnico, da Universidade Nova de Lisboa ou da Universidade de Aveiro entre outras, têm sido uma excepção.

Por último, um dos maiores entraves à existência de uma verdadeira Sociedade de Informação em Portugal é a complexidade burocrática e morosa da Administração Pública, que necessita de reformas urgentes.

2) Que papel deve desempenhar o poder político, central e local, de forma a promover condições para que os portugueses possam tirar partido das tecnologias de informação e comunicação?
Na minha perspectiva, o poder político, seja ele central ou local, tem um papel crucial a desempenhar de forma a combater a info-exclusão.

Antes de mais, o poder político deve desenvolver iniciativas que facilitem o acesso às tecnologias de informação e comunicação, como sejam, a existência de acesso à Internet em Banda Larga, em quase todo o país, os benefícios fiscais para a compra de computadores ou apoiar projectos de produção de conteúdos portugueses.

Por outro lado, o poder político deverá também levar a cabo projectos que ensinem crianças e adultos a tirar o máximo partido das novas tecnologias, quer seja através da introdução das tecnologias de informação e comunicação nas escolas, como no caso do projecto Escolas Navegadoras, ou através de bolsas de formação para adultos.

3 ) O Plano Tecnológico pode ser uma medida estrutural importante numa gradual disseminação da Sociedade de Informação?
Apesar de não conhecer em pormenor o Plano Tecnológico, julgo que sim. A avaliar pelas iniciativas anunciadas e pelo empenho do actual governo, esta pode ser uma medida estrutural importante para a Sociedade da Informação se tornar uma realidade em Portugal.

No entanto, penso que  falta uma visão estratégica ao Plano Tecnológico, que integre as várias iniciativas dos 3 eixos (Eixo 1 – Incremento qualificado dos níveis de conhecimento dos portugueses, Eixo 2 – Vencer o atraso Científico e Tecnológico, Eixo 3 – Imprimir novo impulso à inovação). Do mesmo modo, a maioria das iniciativas parecem-me muito abstracta, sem referência a quaisquer objectivos quantitativos.MediaXXISociedade da InformaçãoConhecimentoNovas Tecnologias

Smart apple!

Please forgive me for this personal note, but I would like to introduce you our new toy, a Smart ForTwo black and green apple.

Smart apple!

Smart Apple2!

SmartForTwoApple

Google bought Writely

Writely

It looks like Google bought Writely, a web based text processor and web document sharing service.

According to my experiences with Writely and other web based text processores I think it was a smart move by Google, because, in my opinion, they simply bought the best solution. With Writely, Google is one step closer to launch a web based office suite.

About this, take a look to this post (http://www.russellbeattie.com/notebook/1008877.html) from Russell Beattie. I bet that Netvibes will be the next winner.

GoogleWritelyNetvibes

O merecido destaque ao destakes

A informação não é nova, mas no meu entender é digna de referência.

O Carlos Jorge Andrade, também conhecido por Karlus pegou no feeds.karlus.net, de que já aqui falei anteriormente e criou um novo serviço o destaques. Este novo serviço, acessível em www.destakes.com, disponibiliza os títulos das notícias mais recentes dos principais órgãos de comunicação social, divididos por Imprensa, Negócios, Tecnologia e Desporto, dossiers especiais, neste momento sobre “OPA Sonae/PT”, “Cartoons”, “Gripe das Aves” e “Mundial 2006” e um motor de pesquisa sobre as notícias publicadas, a partir do qual é possível criar um feed RSS. Para além de tudo isto, ainda podermos continuar a ter acesso aos feeds RSS das principais fontes noticiosas portuguesas, inclusive das fontes noticiosas que ainda não disponibiliza os seus contéudos neste formato.

Já o disse anteriormente, quando ele foi entrevistado na BloggerView #4, mas reafirmo-o, tendo em conta os projectos que ele tem desenvolvido por sua própria iniciativa, acho que um Karlus é um óptimo professional de IT. Fico à espera do seu próximo projecto, mas que desta vez espero que seja assente num modelo de negócio que o possa recompensar pelo trabalho que tem desenvolvido em todos estes projectos.

Entretanto, recomendo-vos vivamente a utilizarem o destaques. Parabéns Karlus.

Actualizado às 17h00 de dia 09 de Março de 2006: Link corrigido. Obrigado Nuno. Desculpa Karlus.

destakeskarlusrss