“MaisAutárquicas”

No “Jornal da Noite” da SIC de ontem (19/09/2005) foi apresentando com algum destaque um novo portal do grupo Impresa, denominado “MaisAutarquicas”, no qual estão centralizados os conteúdos noticiosos, dos principais órgãos de comunicação social deste grupo de comunicação, nomeadamente SIC, Expresso e Visão, sobre as eleições autárquicas de Outubro próximo, disponível no endereço http://www.maisautarquicas.com/ (também disponível em http://maisautarquicas2005.impresa.pt/homepage/).

À primeira vista, a ideia desta iniciativa é bastante interessante – ter um site no qual os cidadãos possam aceder aos principais conteúdos do grupo Impresa sobre as Eleições Autárquicas que se irão realizar no próximo dia 9 de Outubro, actualmente dispersos pelos portais dos respectivos órgãos de comunicação social. No entanto, pelo que é possível verificar até ao momento, este novo site é apenas um agregador dos conteúdos Impresa, uma vez que a esmagadora maioria das chamadas das notícias, existente neste novo espaço encaminha o leitor para a notícia no respectivo portal de origem. Não deixando de ter valor como agregador de links, será que a Impresa não poderia ter ido mais longe, sobretudo agora que a SIC Multimédia utiliza como tecnologia de suporte Microsoft Content Management Server. Será que tecnicamente seria assim tão difícil apresentar os conteúdos dos vários órgãos sobre o mesmo design, num único portal? Honestamente não me parece… mas enfim.

Porém, mais grave é o “MaisAutarquicas” ser um agregador de links para diversos conteúdos que não gratuitos, como é o caso dos vídeos disponível no canal XL do SAPO (disponíveis unicamente para quem tem uma ligação à Internet Netcabo, Sapo ou Telepac) e da maioria dos conteúdos noticiosos do Expresso Online. Uma vez mais, será que tecnicamente não seria possível, permitir que estes conteúdos fossem disponibilizados gratuitamente a quem lhes tentasse aceder através do “MaisAutarquicas”?

Por último, em relação ao "Jornalismo do cidadão", espaço criado neste novo site, para o contributo dos cidadãos, concordo com a opinião expressa por Luís Santos aqui.