Macromedia Studio 8

A Macromedia prepara-se para lançar a nova versão da sua suite de produtos gráficos, o Macromedia Studio 8. A avaliar pelas novas funcionalidades, dos seus principais produtos, Dreamweaver, Flash Professional e Fireworks, anunciadas no press-release, estamos perante uma nova suite com efectivas mais valias como por exemplo, no Dreamweaver 8 a simplificação de  integração de dados XML, como feeds RSS ou as múltiplas novas opções disponíveis no Flash Professional 8 para importar vídeos, entre muitas outras. Uma vez que o Macromedia Studio 8 ainda está em “pré-order”, teremos de aguardar para testar e confirmar as suas novas funcionalidades.

No entanto, nem tudo é perfeito. Ao contrário das versões anteriores da suite Studio, o Macromedia Studio 8 não inclui o Freehand. Segundo algumas vozes da Macromedia, esta decisão é puramente uma decisão comercial, tal como se pode ler nesta notícia. Pessoalmente espero que seja esta a verdadeira versão dos acontecimentos e não a primeira consequência da aquisição da Macromedia pela Adobe: deixar cair o Freehand para apostar no Illustrator. Na verdade, julgo (espero estar bem recordado) que com excepção do Studio MX 2004, o Freehand Mx que acompanhava o Studio Mx, pouco trazia de novo em relação à versão anterior. Nem mesmo o fantástico interface Macromedia, introduzido nas versões MX, era uma realidade na versão do Freehand do Studio Mx. Por isso quem sabe, se não estamos somente perante uma decisão estratégica, separar a aplicação de ilustração da suite webdesign. Teremos de aguardar pelos próximos tempos para conhecer as reais intenções da Macromedia e Adobe.

Desencontros

Quando finalmente a Apple lança o seu primeiro mouse com 2 botões e um scroll, visível aqui (via Nuno Leitão, aqui), eis que surge uma proposta bastante inovadora que pretende romper com um dos principais standards na Internet, o clicar, – Don’t click it (via Benjamin Júnior aqui).

Em relação ao mouse da Apple, só posso dizer que depois de todas as fotos que vi, sinto-me cada vez mais desolado com a minha inevitável dependência Windows (se é que me percebem!). Ao menos podiam minimizar o sofrimento dos utilizadores Windows, ao permitirem que utilizassemos alguns equipamentos Apple, como o caso do novo “Mighty Mouse”. Para quando? Ou será que já é possível?

Sobre o Don’t click it, não há palavras para descrever a criatividade desta proposta. Pessoalmente, gostei muito da experiência, muito descontraída, uma verdadeira navegação, sem o stress dos clicks, que recomendo vivamente.

Actualizado às 17:35 de 05.08.2005: E não é, que pelos vistos já Ã© mesmo possível utilizar o “Mighty Mouse” no Windows. Como qualquer verdadeiro fã de gadgets, na primeira visita à análise do “Mighty Mouse”, aqui, limitei-me a apreciar a beleza das várias fotos do mouse sem ler o texto. A verdade é que de acordo com o texto que acompanha estas fotos, segundo o manual do mouse este é compatível com  OS X 10.4.2 Tiger e Windows. Yupi. Tenho de confirmar e quem sabe acrescentá-lo à minha lista de prendas para o Natal. 😉

A Ota, o TGV e a Blogosfera

Nos últimos dias, a construção do novo “Aeroporto Internacional de Lisboa”, previsto para a Ota, e do TGV, independentemente do número de linhas, têm sido 2 dos temas mais debatidos na blogosfera portuguesa.

Já aqui referi a criação do movimento “Portugal Sim. Ota e TGV Não”, mas também poderia referir o apelo de José Pacheco Pereira, aqui, ou muitos outros que apoiam este apelo ou que expressam a sua própria opinião.

À partida, sendo contra estes 2 projectos megalómanos que o governo da nação quer concretizar nos próximos anos, tenho andado a acompanhar com algum interesse a discussão.

Numa viagem por aqui, encontrei este post no BdE, que me levou aqui. Afinal, os espanhóis, os mesmos que nos impunham o local de entrada da ligação TVG, Portugal-Espanha, apenas tinham a linha que ligava Madrid-Sevilha, construída há mais de 13 anos.

"O argumento de que a Espanha terá, em 2015, dez mil quilómetros de alta velocidade, é, no mínimo, naïf. É caso para perguntar porque razão ainda não tem Madrid e Barcelona ligadas por TGV. A única linha espanhola de TGV é a que liga Madrid a Sevilha, inaugurada em 1992, por causa da feira mundial. Nos últimos treze anos, nem mais um quilómetro foi construído."

Muito agradado com esta informação, cheguei a partilhá-la com os meus amigos mais chegados. Simplesmente não a partilhei aqui, porque desde o início, considerei que este blog não seria um espaço para publicação de argumentos políticos.

Infelizmente, por vezes tenho esta mania de querer confirmar os números (curiosamente o nome do post citado anteriormente), e qual foi o meu espanto quando descobri que os números relativos ao TGV espanhol (correctamente designado por AVE) estavam completamente errados, como se pode comprovar aqui ou aqui, para os mais cépticos em relação à Wikipédia, essa impressionante fonte de informação.

A minha 1.ª reacção foi querer informar o autor do post anteriormente referido do seu erro, através da publicação de um comentário no post, a partir do qual, este poderia corrigir a informação publicada. Afinal errar é humano. Porém o blog em causa não permite comentários.

Assim, não podendo passar esta nota através de um normal comentário, deixo aqui a minha chamada de atenção para a incorrecção.

Nota final: Desde que comecei a estudar o fenómeno dos blogues há alguns meses, tenho reforçado a minha convicção que a blogosfera poderá vir a desempenhar um importante papel no futuro, pressionando os governos nas suas decisões e fiscalizando os Media, entre outras coisas, podendo mesmo, quem sabe, tornar-se no 5.º poder (se partirmos do princípio que os Media são actualmente o 4.º poder). No entanto, para isso acontecer é necessário que as discussões travadas na blogosfera não o sejam feitas levianamente, qual treinador de bancada, assente em leves impressões.

Restart Portugal ?

Na passada semana, foi apresentado o programa de acção "Ligar Portugal" integrado no "PLANO TECNOlÓGICO do XVII Governo: Mobilizar a Sociedade de Informação e do Conhecimento". Infelizmente ainda não tive oportunidade para conhecer em pormenor este programa. No entanto atendendo às linhas gerais que têm sido publicitadas, tenho de concordar com a posição expressa por Vitor Domingos aqui e aqui e com a posição do Sérgio Figueiredo aqui, apesar de menos radical.

Clã ao vivo

No fim-de-semana passado, tive oportunidade de ver uma vez mais ao vivo um dos meus grupos portugueses preferidos, os Clã, de Manuela Azevedo, Hélder Gonçalves e companhia. Não foi propriamente o concerto da Expo 98, mas é sempre um enorme prazer ver ao vivo uma das melhores bandas nacionais, com a sua fantástica energia de sempre. Dia 12 de Agosto, os Clã apresentam-se ao público de Lisboa num concerto ao ar livre, no Anfiteatro Keil do Amaral, no Monsanto. A não perder, mesmo.