Como é do conhecimento público, o ano de 2009 será marcado por 3 actos eleitorais, as eleições para o Parlamento Europeu, as eleições para a Assembleia da República e as eleições autárquicas.
Em relação à data das eleições europeias não havia muito a fazer, estas teriam de realizar-se em todos os Estados-membros da União Europeia entre 04 e 07 de Junho. Sobram, então, os dois actos eleitorais nacionais.
Pois bem, depois de nas últimas eleições europeias, a abstenção ter quase chegado aos 63 % e num ano em que só se houve falar da crise mundial e da obrigatoriedade de cortar custos em tudo e mais alguma coisa é bem provável que tenhamos de ir votar 2 vezes com um intervalo de, no máximo, 3 semanas. Pelo o que a comunicação social tem vindo a referir, em princípio o governo irá agendar as eleições autárquicas para dia 11 de Outubro e o Presidente da República as legislativas para dia 20 ou 27 de Setembro, de forma a não perturbar a campanha eleitoral para as autárquicas.
Será que não podíamos ter um único acto eleitoral, por exemplo dia 11 de Outubro, em que votássemos para a Assembleia da República, Câmara Municipal, a Assembleia Municipal e a Junta de Freguesia, poupando uma verba considerável na organização de uma 3.ª eleição dispensável e um ida desnecessária dos cidadãos às urnas.
Desde sempre me interessei por propostas alternativas de mobilidade, que possam facilitar o nosso dia-a-dia e sobretudo que sejam mais eficientes energeticamente e amigas do ambiente. Apesar de cada vez mais pessoas aderirem ao carpooling, a maioiria das pessoas (incluindo eu, por falta de alternativas racionais) faz os seus percursos diários, sozinha em carros de 5 lugares, o que se traduz num gigantesco desperdício energético e na saturação das nossas estradas.
P.U.M.A.
Há algumas semanas, algumas pessoas, incluindo o Pedro Custódio, divulgaram o mais recente projecto da Segway, o protótipo P.U.M.A.. Partindo da tecnologia das segways que existem actualmente no mercado, a G.M. e a Segway estão a desenvolver um protótipo com capacidade para 2 pessoas, ao qual deram o nome de P.U.M.A. - Personal Urban Mobility & Accessibilit. No vídeo seguinte, é possível ver as potencialidades deste projecto. Espero que com todos os problemas económicos que a GM, está a atravessar este projecto não seja posto de parte.
Gocycle
É claro que existe sempre pelo menos uma alternativa amiga do ambiente, as bicicletas. Porém nalgumas cidades como Lisboa, ou para distâncias mais compridas, não é fácil equacionar uma bicicleta como uma verdadeira alternativa de mobilidade.
Felizmente existem, pelo mundo fora, vários projectos com o objectivo de desenvolver uma bicicleta eléctrica, de reduzidas dimensões, não muito pesada e portátil.
Recentemente, descobri um projecto que me parece reunir todas estas características, a Gocycle. Para além de ser bastante apelativa, é flexível, confortável, eléctrica, não muito pesada (entre 12 e 16kgs) e, mais importante, é portátil uma vez que é possível guardá-la facilmente numa pequena mala. Imaginem as potencialidades de uma bicicleta deste tipo, se por exemplo fosse desenvolvido um acessório, em que a mala fosse uma mochila, permitindo que uma pessoa fizesse metade do seu percurso diário de metro e a partir daí, o restante percurso na Gocycle. Infelizmente, um dos únicos problemas da Gocycle deve ser mesmo o preço.
ULTra
Porém, tenho de confessar que a solução que mais me agrada, é a proposta pelo projecto ULTRa PRT. A essência deste projecto traduz-se em pequenos veículos sem condutor, nos quais o passageiro indica o destino e de seguida o veículo, entrando numa espécie de carris, segue o seu percurso, atrás dos outros veículos. De acordo com a sua apresentação:
“ULTra is a revolution in sustainable public transport, providing on-demand driverless travel.
ULTra offers an advanced form of PRT (Personal Rapid Transit), ready for application, giving effective, low cost and sustainable transport for cities, airports and special developments worldwide.”
Mas, o melhor mesmo é verem o vídeo.
Pessoalmente acho que um sistema deste género traria enormes vantagens para a mobilidade urbana de qualquer cidade, acabando com os problemas de estacionamento e com a falta de civismo de alguns condutores. Actualmente, encontra-se em fase de conclusão a primeira implementação deste projecto, no aeroporto de Heathrow.
Eventualmente em próximas implementações, seria interessante que fossem acrescentadas novas funcionalidades que poderiam aumentar a eficiência deste meio de transporte alternativo como fossem, por exemplo a existência de viaturas para apenas 2 ocupantes ou a obrigatoriedade de ao chamar um veículo, o utilizador referir o destino, para caso nos minutos seguintes passasse por ali, um veículo para o mesmo destino, pudessem partilhar esse veículo.
E vocês, em que formas alternativas de mobilidade acreditam?
Ainda a propósito das eleições europeias e do meu post anterior “As eleições, o Twitter e as redes sociais“, parece-me que vários partidos tiveram o cuidado de apostar em diversas ferramentas sociais como Blogs, Twitter, Facebook e You Tube, entre outras, mas esqueceram-se do básico, do pão com manteiga, ou seja, esqueceram-se de apresentar, nos seus sites, os seus compromissos para estas eleições, de uma forma simples e directa.
Esta manhã, numa tentativa de me informar um pouco mais sobre os compromissos que alguns candidatos apresentam para estas eleições, para poder confirmar a minha intenção de voto, pude verificar que em vários sites dos partidos políticos portugueses não é fácil encontrar esta informação. Em nenhum dos vários sites que consultei, existe uma página simples que apresente de uma forma directa o que defendem os candidatos portugueses às eleições europeias.
Na minha opinião, a maioria dos partidos aposta(ra)m em várias ferramentas sociais online, sem as enquadrarem numa estratégia online integrada e sem fundamentalmente, terem consolidado o básico, ou seja, sem desenvolverem um site simples, apelativo, com um inteface amigável, que cumpra as boas práticas de acessibilidade e usabilidade, que antes de mais, permita que os utilizadores/cidadãos encontrem as informações mais importante, como o perfil dos candidatos ou os compromissos que estes defendem.
Ela teve a ideia e eu concretizei-a. A aventura era simples, procurar um domínio livre que fizesse algum sentido, instalar o Wordpress, encontrar um template apelativo e começar a partilhar as receitas que ela tem vindo a criar nos últimos 14 meses, desde que a Luísa começou a comer alimentos sólidos.
Passadas 3 semanas, gostaría de vos apresentar o “Receitas para bebés“, um blog no qual poderão encontrar inspiração para a elaboração de deliciosas iguarias para os vossos filhotes. Como sempre o vosso feedback é muito importante para nós, pelo que vos convidamos a passarem por www.receitasparabebes.com e a darem-nos a vossa opinião, críticas, sugestões ou outro qualquer tipo de comentário. Podem ainda acompanhar o “Receitas para bebés“, através do Twitter, em http://twitter.com/receitasbebes.
Num ano em que temos 3 eleições começa a ser cada vez mais comum, a aposta dos partidos políticos na web social ou mais concretamente nas redes sociais.
Uns “apostam tudo no Facebook“, outros “aderem ao Twitter“. São notícias atrás de notícias sobre as mais variadas utilizações das redes socias, por parte dos partidos, de tal forma que parece que o importante é promover que se está a utilizar a rede social A ou B, em vez de se aproveitar as reais vantagens de se poder conversar de uma forma mais próxima com as pessoas, ouvindo o que estas têm para dizer.
Por exemplo, actualmente não é possível que um político esteja no Twitter sem seguir uma única pessoa. Para mim, uma das mais valia destas novas ferramentas é permitir que os políticos se voltem a aproximar das populações que supostamente representam, mas não apenas para falarem com eles mais directamente, mas para ouvir o que estas tem para dizer. Mas atenção, eu não defendo que os políticos, por exemplo no Twitter, devam seguir/acompanhar pessoas indiscriminadamente, sem qualquer lógica. Acho que a lógica deve passar por, por exemplo, seguir /acompanhar as pessoas que os sigam, ouvindo-as e interagindo com estas, sempre que tal se justificar, quer respondendo a @replies, quer respondendo a simples tweets gerando conversas sobre os mais variados temas.
Apenas desta forma, estas novas ferramentas, possíveis revitalizadoras da democracia, poderão ser utilizadas correctamente, constituindo-se como um meio para chegar mais perto das pessoas e não como um meio para ganhar uns quantos votos à custa de uma falsa imagem de inovação.
Infelizmente, nos últimos tempos tenho andado tão afastado deste espaço, que apenas na semana passada me lembrei que este blog fez 4 anos no passado dia 16 de Fevereiro. Assim sendo, 2 meses e 5 dias atrasado aqui fica a devida nota para o aniversário deste espaço.
A propósito da diminuição do n.º de posts publicados neste espaço, criei um gráfico com a evolução da frequência do n.º de posts nos últimos 4 anos. Em cada ano que se inicia, uma das resoluções é tentar escrever mais no // Lisbon Lab. Lembro-me inclusive que num dos últimos anos, defini a meta da média mensal de 15 posts. Como se pode ver claramente pelo gráfico seguinte, tenho andado bastante longe desses números, apenas no início e durante algum tempo, consegui esse ritmo de publicação, sendo mais comum, andar abaixo dos 10 posts por mês, para não falar dos últimos meses, onde ter tempo para publicar 1 ou 2 posts já é muito bom.
Mas a verdade é que tenho saudades de escrever, por isso vou tentar nos próximos tempos voltar ao meu ritmo mensal habitual, entre os 5 e os 10 posts por mês.
E vocês, qual é a frequência de publicação nos vossos blogs? E como tem sido a evolução dessa frequência ao longo dos últimos anos?
(Já agora, é impressionante a inexistência de programas decentes para construir gráficos esteticamente apelativos. Por incrível que pareça, após ter experimentado o Illustrator, acabei por criar este gráfico usando o Keynote da Adobe Apple, que se portou muito bem.)
Os últimos tempos têm sido uma loucura, graças ao enorme volume de trabalho na Wingman, tal como a minha total ausência deste espaço nos últimos meses tem demonstrado. Porém no início deste mês, tive oportunidade de poder regressar a Londres durante 3 dias. Foi um fim-de-semana prolongado por terras de sua majestade. O suficiente para descansar a cabeça e mudar de ares. Confesso que não me imagino a emigrar para Londres, porém é uma cidade da qual gosto bastante.
Eis uma selecção de 10 fotos, 10 snapshots deste meu fim-de-semana prolongado em Londres, tiradas através do iPhone.
O meu nome é Hugo Neves da Silva, um apaixonado por Lisboa, pelas novas tecnologias e pela web social. Nos últimos anos tenho trabalhado como consultor web em várias entidades, estando actualmente na Wingman_. Para mais informações ou solicitações, não hesite em contactar-me para hugo.silva@lisbonlab.com.